Recorda-se das metas que estabeleceu no início do ano? Se não conseguiu cumpri-las até agora ainda está a tempo.

A dois meses do final de 2017, se calhar muitas das metas que se propôs no início do ano ainda estão por concretizar. Mas não se preocupe porque ainda está a tempo de pôr em prática a melhor estratégia para atingir esses objetivos de ano novo. Talvez precise apenas de abandonar algumas rotinas, alguns maus hábitos e direcionar a sua energia para o que realmente importa.

A revista norte americana Fast Company dá uma ajuda nesta missão. Conversou com alguns dos seus colaboradores, especialistas em produtividade e autogestão, que revelaram que aspetos que estão a procurar melhorar até ao final de 2017.

Deixar de fazer demasiadas coisas no trabalho e focar-se no que realmente importa
Quando assume demasiadas responsabilidades no trabalho, pode deixar de lado coisas que realmente são importantes. No início, até pode parecer que isso fará de si um funcionário melhor e mais forte. Os seus colegas sabem que podem contar com sua ajuda sempre que for necessário. No entanto, com o tempo, isso pode começar a atrapalhar o rendimento dentro da empresa. Michael Litt, CEO da plataforma de vídeo Vidyard, conta a sua experiência “Eu consegui improvisar e solucionar problemas de diversas áreas da empresa e isso me fez um importante membro da equipa. Mas conforme o tempo foi passando e apesar de terem sido contratadas pessoas qualificadas para cada setor, tornou-se um mau hábito continuar a trabalhar tanto”, admitiu.

Se também não consegue deixar de fazer tudo o que aparece na sua frente, comece a repensar este hábito e foque-se em coisas que irão ajudá-lo a tornar-se bom na sua atividade principal. Para conquistar isso, o CEO da Vidyard resolveu procurar profissionais que já possuem anos de experiência para o auxiliarem nessa tarefa. “Eu percebi a importância de investir na aprendizagem contínua. Falar com colegas que já passaram por isso fez-me descobrir qual o caminho que preciso seguir”, conta.

Não deixe as tarefas chatas para depois
Nenhum emprego é perfeito. Por mais que você faça o que ama, irá existir sempre aquela tarefa chata  que você vai deixar para depois. Foi exatamente isso que aconteceu com Ariana O´Dell depois de montar sua empresa de marketing em Seul. “Diverti-me muito criando itens para minha loja online, mas quando chegou a hora de fazer a parte mais difícil, encontrar distribuidores, ofertas de licenciamento e parceiros, procrastinei”, explicou. Quando a parte cansativa surge, a procrastinação aparece e a tendência é para adiar aquilo que não gosta de fazer. O melhor é organizar a sua agenda de forma a que as atividades mais chatas não atrapalhem o desenvolvimento de outros projetos, caso  contrário a sua vida poderá tornar-se ainda mais difícil, como aconteceu com O´Dell. “O meu problema é não colocar as coisas menos divertidas como prioridade e deixá-las sempre pra depois. Isso já me fez adiar um novo processo de criação”, conta.

Não controle demasiado o trabalho de sua equipa
Controlar o que todos os funcionários fazem é um mau hábito que persegue muitos chefes. Allen Gannet, CEO da plataforma de marketing TrackMaven, “luta” contra este problema. “À medida que a empresa foi crescendo, a minha vontade de controlar tudo o que aumentou e isso tornou-se um conflito dentro da organização. Principalmente quando contratei diretores experientes, que precisavam de espaço e eram capazes de trabalhar com autonomia”, admitiu.

Para ultrapassar essa infindável necessidade de estar sempre a controlar tudo, é preciso trabalhar o autocontrole e procurar novas atividades capazes de distrair a mente. Foi isso que Gannet procurou fazer para melhorar este hábito controlador. “Tenho canalizado a minha necessidade de estar no comando de tudo com passatempos. Comecei a escrever mais por diversão do que por trabalho. Na escrita existem menos pessoas envolvidas e eu posso estar absolutamente no controle da situação”, refere o CEO.

Passar menos tempo em contato com a tecnologia
Pesquisas recentes sugerem que usar dispositivos tecnológicos, como o telefone, antes de dormir pode piorar a qualidade do sono. Se deixar de usar tanto as tecnologias pode começar a ganhar tempo para atividades que antes não tinha tempo para fazer. A consultora e escritora Suzan Bond, percebeu que não era apenas o smartphone que lhe  está a tirar foco de tarefas importantes mais sim a televisão. “Eu mergulhava profundamente em séries nos serviços de streaming como Amazon, Netflix, HBO Now, Hulu e assistia episódio atrás de episódio, temporada atrás de temporada”, conta. Depois de diminuir o contato com a tecnologia, começou a colher os resultados positivos da sua  nova rotina. “Sem os programas de televisão ou filmes para me distrair, voltei ao meu hábito de leitura. Já li quatro livros num mês e estou ansiosa para usar o tempo que ganhei longe da televisão para criar projetos ainda mais criativos em 2018”.

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