Percursor da metodologia que pretende aumentar a capacidade das organizações para alcançarem melhores resultados, Chris McChesney vai estar em Lisboa no dia 9 de outubro a partilhar a sua experiência no Bussiness Transformation Summit. Antecipando a sua visita, o Link to Leaders entrevistou-o.

Chris McChesney é Global Practice Leader of Execution da empresa norte-americana FranklinCovey há mais de 20 anos, e um dos autores do livro “As 4 Disciplinas da Execução” (4DX). Consiste numa metodologia para aumentar a capacidade de execução das organizações e ajudá-las a atingir os melhores resultados.

Chris McChesney trabalhou com inúmeras organizações em todo o mundo, entre as quais a Coca-Cola, Comcast, a Home Depot, a Frito-Lay, a Lockheed Martin ou a Gaylord Entertainment.

Em outubro, no Bussiness Transformation Summit, uma organização da Cegoc, vai explicar como “Criar uma Cultura de Execução”, ou seja, falar dos princípios e das práticas que os líderes e as suas equipas devem adotar para atingir produtividades extraordinárias e obter mais e melhores resultados.

Quais são os principais segredos das pessoas mais bem-sucedidas?
Acredito que há uma combinação de três grandes atributos. Primeiro, a vontade de resolver problemas através de tentativa e erro. Isso requer que alguém arrisque o fracasso, a frustração e até o constrangimento. Mas todas as pessoas bem-sucedidas parecem estar dispostas a fazer esse sacrifício. Depois a disciplina para fazer o tipo de trabalho que as pessoas menos gostam. Há um conjunto de pessoas talentosas que não são bem-sucedidas. Na minha experiência, é porque evitam fazer o trabalho necessário de que não gostam. Em terceiro, não são escravos do “urgente”. A capacidade de dedicar tempo e energia a projetos que não exigem atenção imediata é um fator crítico de sucesso, porque as questões estratégicas raramente são tão urgentes quanto a execução da operação.

Quais são as quatro disciplinas de execução e qual é a mais importante para acertar?
São identificar e focar no que é realmente importante; criar um quadro de indicadores de progresso; traduzir os objetivos estratégicos em ações críticas; e criar uma cultura de envolvimento e responsabilização.
Embora as quatro disciplinas realmente funcionem juntas, podem não vir a funcionar caso não seja possível concretizar a primeira disciplina e restringir o foco. Parece algo fácil de atingir, mas acaba por ser uma luta significativa para a maioria dos líderes, porque há sempre mais boas ideias do que capacidade de execução.

Muitos empreendedores concentram-se na ideia, mas acabam não a executando. Por que acha que isso acontece?
Acredito que as três características listadas acima ajustam-se na perfeição aos empreendedores que são capazes de executar. Pode haver uma dinâmica adicional com a razão pela qual o “estilo empreendedor” acaba por se debater tendo em conta a execução. Frequentemente, o empreendedor (e os membros da equipa de apoio) possuem muitos trabalhos diferentes que, num ambiente de propriedade, pertencem a pessoas diferentes. Embora esta situação acabe por não ser ultrapassável, será necessária mais força de vontade pessoal para seguir as disciplinas de execução.

Como prioriza seu tempo para que possa concentrar-se no que é mais importante?
Quando coloca em prática as quatro disciplinas, está a criar um “jogo vitorioso” focado no objetivo mais importante. A quarta disciplina exige que cada membro da equipa tenha um ou dois objetivos para serem completos/finalizados ao longo da semana. Esses compromissos influenciam as “medidas de liderança” dentro desse jogo. Se esses compromissos forem agendados para serem executados até ao final da semana, a sua probabilidade de realização aumenta significativamente.

Qual é a melhor maneira de formular metas alcançáveis?
Você começa a ver onde é que o “significativo” e o “realizável” se sobrepõem. É preciso ter em linha de conta que não estou a sugerir que, para se atingir objetivos, devemos continuar a fazer sempre da mesma forma. O que estamos a tentar transmitir é que será mais fácil atingir estes objetivos se as quatro disciplinas forem seguidas e implementadas.
Além disso, em caso de dúvida, a nossa experiência ensinou-nos a tornar o objetivo um pouco mais alcançável. Descobrimos que as pessoas estão mais dispostas a exceder o objetivo do que a ficar atrás do mesmo.

Como é que um líder cria e mantém um alto nível de execução?
Mantendo a simplicidade, a separação de dados, os objetivos visíveis para a equipa, e garantir que informa (imediatamente) se a equipa está a vencer ou a perder.

Vai ser speaker no Business Transformation Summit em Portugal. Quais serão suas mensagens principais?
A principal de todas será “Como executar as prioridades estratégicas que exigem que as equipas reúnam o coração e a mente”.

O que espera do Business Transformation Summit?
Uma ótima oportunidade para partilhar ideias e aprender com líderes que têm experiências diferentes das que eu tenho. Ah, e eu adoro Lisboa!!

Respostas rápidas
O maior risco: A distração
O maior erro: Tentar fazer muitas coisas ao mesmo tempo
A melhor ideia:  Agir mediante os “Lead Measure”
A melhor lição: “A solução para a maioria dos problemas complexos vem da tentativa e erro” – Tim Halford
A maior conquista: Alcançar um objetivo que seja necessário o coração e a mente da equipa

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