A Globestamp é uma aplicação para turistas em que o principal objetivo é ajudar a planear destinos e experiências recorrendo a informações sobre sítios para onde se quer ir, onde dormir e o que visitar.

A app  Globestamp nasceu em 2015. Os seus cofundadores queriam viajar e encontrar as melhores recomendações, sem terem que consultar diferentes fontes de informações baseadas em testemunhos anónimos. Desta forma, puseram mãos à obra e aventuraram-se na criação de uma aplicação que lhes permitisse aceder um amplo conjunto de recomendações, sugestões e de locais a visitar pelo mundo fora. A missão foi bem sucedida, tanto que em 2016  foram premiados na BTL, em Lisboa.

“Não houve propriamente um lançamento oficial. No final de julho de 2016 achamos que as diferentes versões, android, iphone e também em web, já estavam suficientemente maduras para lançar. Foi quando começamos a ter alguma tração e começarmos a ter utilizadores em diferentes países”, explicou Luís Ensinas, CEO e um dos cofundadores da Globestamp.

“O projeto é nosso, o investimento é nosso. Tivemos alguma mentoria de um amigo pessoal, que na altura era mentor do MIT, em Boston, e que também teve uma start-up. Abdicamos de ir para uma incubadora, porque em termos de mentoria achámos que estávamos bem”, refere o co fundador da empresa.

Tem sido um projeto muito envolvente, com uma componente de programação muito grande e que nenhum dos impulsionadores da Globestamp dominava, logo tiveram de contratar para esta área, como lembra o seu cofundador. Mas o balanço é muito positivo, refere. “Conseguimos fazer aquilo a que nos propusemos e que achamos que não íamos conseguir fazer sem investimento. Mas até à data, conseguimos lançar uma versão muito madura, que as pessoas gostam e com financiamento próprio”.

Fizeram a experiência de traduzir a app toda para inglês e também para português do Brasil e a projeção foi grande. Futuramente, russo e espanhol podem ser também apostas de tradução a pensar nesses mercados. “A comunidade de viajantes é muito grande e o mercado é infinito”, afirma Luís Ensina. “Foi um crescimento orgânico muito simpático. Um dos primeiros objetivos é fazer o turnover, ou seja que o que faturamos seja superior aos custos. Na segunda fase, claramente, precisamos de um investimento para alavancar e conseguir chegar aos sítios onde queremos chegar. Queremos  crescer ao máximo nas comunidades onde já estamos, Brasil, Estados Unidos e Ásia, mas também ter a Europa”. A app de viagens está atenta a investidores, quer divulgar o projeto e fazer contactos e eventuais parcerias com outras start-ups tecnológicas para aperfeiçoar e desenvolver a plataforma.

O que distingue o produto
“O que quisemos fazer foi ter uma componente emocional muito forte. Construir o livro de memórias de viagem. Fizemos a app para que ser user friendly e com uma componente de gaming, em que tudo o que fazemos ganha pontos. Eu viajo mais, ganho mais pontos. Fico com o estatuto de viajante superior”, explica o CEO da Goblestamp.

À componente das memórias, a app juntou, igualmente, uma  componente operacional que também serve para reservar viagens. “Se um dia formos muito grandes, os  nossos maiores  competidores seriam o Booking ou o Tripadvisor. Mas para não competirmos como eles somos parceiros deles”, afirma Luís Ensina. E explica como: “tudo o que vendemos é através deles e pagam-nos uma comissão. Foi bom porque tivemos acesso às bases de dados deles. Não começámos do zero mas com conteúdos. Começamos com uma base de dados de um milhão de hotéis e com dois milhões e tal de restaurantes”.

Agora as expetativas passam por fazer algumas parcerias na área da programação, “tentar arranjar uma parceria com alguém que ficasse como partner da parte de IT. Mas também nos interessa ver a app a ser utilizada em Portugal porque, neste momento, ainda temos poucos utilizadores cá. Brasil, Estados Unidos e Sul da Ásia são as regiões onde a aplicação é mais usada”, reafirma o CEO.

Se o investidor não aparecer a curto prazo, o plano B da empresa passa por se focar mais nas vendas porque, como frisou aquele responsável, “o modelo de negócio já quase suporta os nossos custos. O investimento é essencialmente para crescermos e investirmos em campanhas de marketing digital e de media”. E passado pouco mais de um ano, a Goblestamp foi uma boa aposta? Luís Ensinas assegura que sim: “É um desafio muito grande mas chegamos ao final de um ano e pouco e termos algo que é nosso. Os erros são nossos, aprendemos com eles, as decisões também são nossas e conseguimos aprender com isso”.

Resumo
Responsável: Luís Ensinas, CEO.
Mercado: turismo e viagens
Necessidade: Investimento e parceria
Contacto: info@globestamp.com

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