Confira as soluções criativas dos fundadores de cinco start-ups diferentes, internacionais, que conseguiram vingar sem recorrer a investidores.

Já aqui apresentámos alguns casos de start-ups que conseguiram erguer-se sem precisar de investidores. Um desses casos foi a Peak Design, projeto que há um ano valia mais de 20 milhões de euros.

Hoje, trazemos-lhe mais cinco exemplos de fundadores que conseguiram conduzir as suas start-ups ao sucesso sem precisar de um investidor.

Consultoria | Utilize o dinheiro de outros negócios – Jamie Thompson (SelfieYo)
Thompson arrancou com a SelfieYo, uma rede social local, em 2015, sem precisar de investidores. Depois de ter conseguido arrancar com um primeiro projeto na área da consultoria com o apoio de investidores, este empreendedor decidiu que a sua próxima start-up iria arrancar sem ajudas financeiras externas.

Três anos depois, a start-up já está espalhada em mais de 250 cidades, sem nunca ter precisado de um investidor.

Bootstrapping | Utilizar os recursos que tem disponíveis – Sarah Davis (FashionPile)
O método desta fundadora passou por utilizar os cartões de crédito que tinha até ao limite e ir pagando com o fluxo de caixa que tinha, injetando todo o dinheiro que recebia de novo no negócio.

Sarah Davis começou a vender os artigos da sua loja online no eBay. Isto era feito a partir do seu quarto, numa altura em que os pagamentos online e as fotografias digitais eram termos muito pouco utilizados.

Atualmente, a FashionPile conta com mais de 100 colaboradores e, no ano passado, vendeu mais de 50 milhões de euros em malas de senhora.

Airbnbn | Arrende o seu apartamento –  Lori Cheek (Cheekd)
No começo da Cheekd, uma rede social de encontros, grande parte do dinheiro injetado vinha do aluguer do apartamento em Nova Iorque da fundadora. Enquanto estava a alugar a sua casa no Airbnb, passou 14 meses a saltar de sofá em sofá.

Cheek conta à Forbes que se tornou tão boa em toda a logística que contorna o Airbnb que começou a gerir e a limpar outras casas que estavam para alugar em Nova Iorque. Ao todo, foram mais de 20 mil euros de lucros gerados a partir do Airbnb que foram investidos na Cheekd.

Bónus | Utilizar os prémios do seu emprego – Matan Feldman (Wall Street Prep)
O projeto de Feldman passa por educar pessoas que querem entrar no mundo financeiro. A Wall Street Prep começou em 2004, quando o fundador tinha apenas 25 anos. A ideia era pegar no conhecimento que tinha adquirido no seu emprego em Wall Street e partilhá-lo com estudantes e pessoas interessadas pela indústria.

Antes de arrancar com o seu negócio, Feldman tinha trabalhado como investidor bancário no J.P Morgan, em Nova Iorque, o que o fez querer deixar de parte a possibilidade de um investidor entrar no seu projeto. Com isto em mente, o empreendedor começou a alocar os prémios (bónus) que recebia do emprego para arrancar com a start-up. Tal como a fundadora da FashionPile, ao princípio, o lucro era sempre reinvestido, de forma a ter um crescimento contínuo.

Criptomoedas | Arranque com uma Initial Coin Offering (ICO) – Norm Kvilis (Digipulse)
Depois de ter tentado receber financiamento de fundos da União Europeia, de fundos locais para start-ups e até de investidores que conhecia pessoalmente, Kvilis virou-se para uma solução moderna: as initial coin offerings.

Apesar de ser pouco ortodoxo, este fundador revelou à Forbes que com este método o seu projeto encontrou o ajuste ideal do seu produto e que finalmente os investidores estão interessados no negócio.

Norm Kvilis deixa um conselho a outros empreendedores: para não terem medo de método menos tradicionais, acrescentando, ainda, que é importante ser criativo e arriscar.

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