O fundador do eBay, Pierre Omidyar, e o cofundador do LinkedIn, Reid Hoffman, entre outros, acabam de criar um novo fundo de 27 milhões de dólares (cerca de 25,6 milhões de euros), com o objetivo de promover a investigação sobre inteligência artificial no domínio público.

O novo fundo está a ser apelidado de Ética e Governação do Fundo de Inteligência Artificial, e terá como objetivo ser a base “transversal de projetos e atividades de ética e governação da AI”, seja nos EUA seja no resto do mundo, avança o TechCrunch.

Hoffman e Omidyar investiram 10 milhões de dólares (cerca de 9,5 milhões de euros) cada, neste filantrópico fundo de investimento. A eles, juntou-se também a Knight Foundation, fundação dedicada às artes e ao jornalismo, com 5 milhões de dólares (cerca de 4,7 milhões de euros), a Fundação William e Flora Hewlett e Jim Pallotta, fundador do Raptor Group, com 1 milhão de dólares cada (cerca de 949 mil euros). O grupo de investidores não está fechado, uma vez que o objetivo é aumentar o fundo ainda mais, através da integração de outros financiadores.

O MIT Media Lab e o Berkman Klein Center for Internet & Society, da Universidade de Harvard, serão as instituições académicas que receberão as novas iniciativas de investigação financiadas por este fundo. Estas colaborarão em programas de investigação que poderão ser financiados.

A gestão diária do fundo estará a cargo da The Miami Foundation. O fundo apoiará:

  • Um conjunto de bolsas de IA para apoiar quem esteja a trabalhar em manter as questões humanas na vanguarda da IA, que inclua trabalhar com as iniciativas internacionais que estão em curso;
  • Uma rede de pessoas e instituições que trabalhem para maximizar os benefícios da IA;
  • Financiar a investigação de especialistas na área, bem como noutros setores afetados pelas implicações da IA;
  • Eventos em 2018 sobre o tema as questões inerentes à inteligência artificial.

A preocupação com o impacto social que a inteligência artificial (IA) está a alcançar na ordem do dia das agendas políticas, à medida que se torna mais claro o poder que as tecnologias autónomas têm para moldar os comportamentos e desencadear resultados a larga escala. É exemplo disso o buzz que se gerou em torno do Facebook e da promoção de falsas notícias através do recurso ao algoritmo e do impacto que estas tiveram no resultado das eleições presidenciais dos EUA.

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