Travis Kalanick, fundador e antigo CEO da Uber, inaugurou esta semana um novo fundo de investimento, o 10100.

O controverso antigo CEO da Uber, Travis Kalanick, deu a conhecer esta semana o seu novo fundo de investimento via Twitter. Segundo o comunicado lançado na rede social, o foco principal do 10100 vai ser apoiar projetos que criem um grande número de postos de trabalho. As áreas em destaque serão o imobiliário, e-commerce e inovações nascidas na China e na Índia.

A TechCrunch especula que o nome do fundo, 10100, que se lê ten-onehundred, poderá vir da ideia de investir em start-ups com trabalhadores dentro desses números (10 e 100).

Espera-se que este seja um fundo “recheado” visto que Kalanick está em vias de vender um terço da sua fatia na start-up que foi pioneira no desenvolvimento de soluções na área da mobilidade. Dado que o último investimento que a Uber recebeu, e que foi liderado pelo Softbank, rondou os 39 mil milhões de euros, estima-se que a percentagem do antigo CEO da start-up valha mais de 1,1 mil milhões de euros.

A venda da parte de Kalanick poderia ter originado mais dinheiro. Isto teria acontecido se a avaliação da Uber não tivesse desvalorizado 30% depois de receber o investimento do Softbank.

O ano de 2017 não foi fácil para Travis. O empreendedor não só saiu do cargo de CEO da empresa em julho, como também foi atingido por escândalos de assédio sexual dentro da organização, processos em tribunal, devido a alegados roubos de propriedade intelectua,l e um problema que continua a arrastar-se nos tribunais e que eventualmente poderá vir a matar a Uber, o excesso de regulação.

Do outro lado da balança, numa abordagem positiva para este ano, a start-up lançou a sua plataforma de entrega de comida, conseguiu fechar uma ronda de investimentos, fez uma parceria com a Volvo e anunciou a entrada da Uber Air para 2020.

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