Um estudo realizado a mais de 400 mil pessoas revelou o aspeto mais importante para transformar um hobby num negócio de sucesso.

Qual é o fator mais importante para transformar um hobby num negócio? Esta foi a pergunta que Hyejun Kim, candidata a um doutoramento no MIT, resolveu responder depois de se ter deparado com o Raverly.com – um site que se apresenta como o “Facebook do tricot”.

Muitos empreendedores de sucesso transformaram o que mais gostavam de fazer nos tempos livres em negócios, mas esta transição é difícil de estudar.

Porém, aquela rede social apresentou-se como a amostra perfeita para desmistificar aquilo que separa os que sonham ser empreendedores daqueles que na realidade dão o salto. Não só por conseguir ver, em tempo real, a transformação de hobbies em negócios, como também por existirem dados concretos que podem ser estudados.

A análise de Kim trouxe novas respostas sobre o estágio inicial do empreendedorismo e sobre as forças que empurram os empreendedores a transformar o seu tempo livre em dinheiro. Numa altura em que as pessoas têm cada vez mais negócios em part-time, esta investigação veio mostrar quais são os aspetos mais importantes para transformarmos as nossas paixões em dinheiro.

O estudo debruçou-se sobre 99 entrevistas e 403.168 perfis da rede social – a investigadora calcula que 96% dos utilizadores da Raverly sejam mulheres. Os resultados mostram que, mesmo sendo uma rede digital, os dois fatores mais importantes que levaram os utilizadores mais talentosos a criarem o seu negócio foram: o encorajamento e feedback offline (ou pessoal). Isto significa que o sucesso online é impulsionado pelas interações positivas na vida real.

Das 99 entrevistas analisadas pela investigadora – que incluíam as praticantes que transformaram o seu hobby num negócio – , a resposta mais comum foi que receberam apoio das pessoas que lhes eram mais próximas, como o marido ou os amigos. Muitas destas pessoas já tinham as suas operações montadas a um nível familiar, em que faziam peças para a sua própria casa e para os amigos, mas faltava-lhes confiança para criarem um projeto destes.

Outro dado relevante que sobressai deste estudo é o facto de que as pessoas que se juntavam em grupos para fazer tricot socialmente tinham 25% mais probabilidade de iniciarem o seu percurso no empreendedorismo. Segundo Kim, a transformação acontece a partir do momento em que as pessoas se juntam e se apercebem do seu potencial – ao compararem o seu trabalho e darem feedback aos seus parceiros.

Concluindo, os resultados do estudo mostram que o caminho entre um hobby e o empreendedorismo é mais curto para as pessoas que contam com o apoio dos seus pares e se juntam em grupos para encorajarem e darem feedback aos seus colegas.

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