A ideia nasceu na Noruega onde 50 influenciadores se juntaram numa rede para apoiarem e contribuírem para o cumprimento dos objetivos para o desenvolvimento sustentável das Nações Unidas.

O projeto é da Folk Oslo, uma nova fábrica de start-ups que considera que existe muita conversa por parte dos políticos, mas pouca ação no que diz respeito aos objetivos para o desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

A ideia é simples: unir influenciadores de áreas que oscilam entre empreendedores e músicos, passando por filósofos, de forma a trazerem para cima da mesa ideias diferentes de como lidar com os desafios impostos pela ONU.

Ao Business Insider Nordic a gestora da nova fábrica de start-ups, Ida Hatlebrekke, explica que é “entusiasmante e pouco tradicional convidar pessoas com competências artísticas e juntá-las com pessoas ligadas à área de tecnologia e homens de negócios de fato e gravata”. A receita para o sucesso do projeto é exatamente esta: juntar pessoas com diferentes visões do mundo para contribuírem para a sua melhoria.

Por trás deste conceito com base no empreendedorismo social está também um modelo de negócio direcionado para o lucro. O plano é desconstruir os objetivos de desenvolvimento sustentável para um nível pessoal e, a partir daí, construir novas start-ups que contribuam para o progresso definido pela ONU.

O crowdsourcing vai ser o principal método para definir os problemas. Os cidadãos de Oslo vão poder partilhar as suas preocupações e problemas diários num website construído para esse fim.

Alguns dos maiores problemas que a Folk Oslo diagnosticou até agora passam pelo cyberbullying, o trânsito, a depressão nos jovens e a poluição. A partir destes problemas, a organização vai juntar equipas que, com as suas ideias, tentarão resolvê-los.

Caso sejam aprovadas, as ideias passaram a start-ups e todos os que estiverem envolvidos passarão a ter uma percentagem do projeto. Os fundadores usufruirão de uma fatia maior.

Para financiar os projetos, a Folk Oslo juntou-se a business angels que vão apoiar e financiar as iniciativas.

Segundo a gestora do novo espaço dedicado a estas start-ups, não há qualquer tipo de problema em lucrar com um negócio de base social. “Não devia haver contradições entre fazer o bem e fazer dinheiro.”

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