Desde que cheguei a Portugal, em meados de 2016, fui constantemente bombardeado com a palavra “Inovação”. Para alguns, é uma palavra extravagante para mostrar à Administração e aos clientes quão modernos e criativos são, sem fazer nada de concreto para mudar ou liderar uma transformação.

Para outras pessoas, este é um conceito natural sobre como executar uma grande mudança na maneira como se aborda a resolução de problemas e se alcançam metas dentro de uma organização – seja uma transformação cultural ou a profunda e complexa missão de reinventar algo.

A Inovação feita de forma adequada implica a mentalidade certa. Não se trata exclusivamente de nos ligarmos a novas tecnologias ou estarmos conectados. É necessário o ‘mindset’ ideal para vislumbrar metas, soluções e problemas à luz de um olhar diferente. É preciso coragem para que digamos a nós próprios e aos que nos rodeiam: “eu não tenho todas as respostas, mas sei como podemos fazer melhor, sei como podemos avançar e sei como fazê-lo pelas razões certas”.

Para aqueles que estão no segundo estádio, as equipas de Evangelismo – que classifiquei como grupo de Jedi®, sobre a qual escrevi no primeiro artigo (versão em português / versão em inglês) – são recursos incríveis.

Porquê?

Porque a Inovação está no nosso ADN. Nós prosperamos a olhar para problemas de um ponto de vista novo, sob uma luz diferente, ajudamos a incrementar mudanças nas mentalidades e preocupamo-nos com o serviço que prestamos aos outros. Isto só acontece se conhecermos e compreendermos a caótica – mas maravilhosa – miríade de soluções tecnológicas que existem e que os pode ajudar nas suas jornadas.

Recentemente, o CEO de uma grande empresa de turismo internacional abordou-nos e pediu ajuda para incrementar uma mentalidade inovadora na equipa de liderança sénior. Embora não quisesse resolver um problema específico, este líder queria ajuda para transformar uma parte importante da cultura da empresa.  O compromisso não era um “esforço de vendas” nem um desafio técnico. Tratava-se de compreender as idiossincrasias desta mentalidade que o procuravam e compreender profundamente a sua missão. Esta tarefa implicou estar fisicamente no local, conversar com os membros da equipa para perceber melhor as suas preocupações, metas e dificuldades.

No final, demos-lhes a conhecer três empresas que considerámos que respiravam inovação – duas start-ups e um player estabelecido.

O ponto comum entre elas é que estão empenhadas em desafiar-se continuamente, para que se superem. Além disso, todas abordam os problemas tendo em mente que há sempre margem de progressão.

O objetivo era ajudar a equipa de liderança a ouvir, em primeira-mão e de viva voz, os benefícios de ter um ‘mindset’ Inovador e o que essa abordagem tinha significado para aquelas três empresas de tecnologia. A verdade é que a equipa de liderança acabou por compreender que cada uma destas organizações detinha soluções que podiam beneficiar o grupo e “encomendaram” projetos-piloto para ajudar nesta missão.

Nota de Autor: Que exemplo incrível de liderança e confiança. Este CEO sabia que não tinha todas as respostas, estava disponível para aprender e procurou ajuda sem medo de ser julgado.

Cada empresa terá as suas próprias razões para iniciar uma cruzada de Inovação. Algumas vão fazê-lo para serem mais competitivas, outras vão colocar clientes e funcionários em primeiro lugar e outras só vão querer parecer distintas.

O meu conselho é que sigam o vosso caminho, levem a vossa equipa convosco, procurem evangelistas de confiança e lembrem-se de que este é um investimento de futuro – com sucesso garantido – para a vossa empresa e para as vossas pessoas.

Obrigado por me terem dedicado alguns minutos do vosso tempo. Se gostaram do que leram, partilhem com outras pessoas. Vou manter esta coluna de opinião nos próximos tempos, por isso se tiverem ideias para futuros artigos não hesitem, enviem-nas!

Jason Nadal
Twitter: @JasonsNextGear / LinkedIn: rjasonnadal

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Sobre o autor

Jason Nadal

Jason Nadal é responsável pela área de Desenvolvimento e Empreendedorismo (DX), na Microsoft Portugal, designada a área do evangelismo. A seu cargo tem a relação com as audiências técnicas, com os objetivos de aproximar a empresa dos programadores, criadores de... Ler Mais