No terceiro trimestre deste ano, o financiamento às fintech atingiu 8,2 mil milhões de dólares.

A conclusão é do estudo Pulse of Fintech, apresentado ontem pela KPMG, que revela ainda que, apesar de uma diminuição em volume, o investimento em fintech de julho a setembro deste ano, manteve-se acima dos 6,3 mil milhões de dólares registados em igual período do ano passado. De acordo com a análise da KPMG, o trimestre fica marcado pelo valor mais elevado de investimento em fintech por parte dos capitais de risco, ao registar o valor mais elevado em cinco trimestres.

Já o número de transações envolvendo capital de risco e fintechs em etapas muito iniciais (isto é seed capital) desceu significativamente, com apenas 67 negócios realizados, o que representa o valor mais baixo desde o primeiro trimestre de 2013, reflectindo a tendência dos investidores se concentrarem em operações maiores e em empresas mais robustas, com modelos de negócio testados.

“O mercado de fintech está a evoluir rapidamente e continua a demonstrar alguma facilidade em diversificar e levantar financiamento, o que demonstra que os investidores reconhecem o potencial disruptivo que alguns destes projectos revelam e o papel transformador que assumem para a indústria dos serviços financeiros à escala global”, refere Vitor Ribeirinho, Deputy Chairman da KPMG Portugal

Europa atrai investimento
Cerca de 1.66 mil milhões de dólares foi o investimento total em fintech na Europa no terceiro trimestre de 2017. O financiamento por parte dos veículos de capital de risco foi especialmente forte neste trimestre, ultrapassando os 700 milhões de dólares. A dimensão média do financiamento a empresas mais maduras foi de 17,3 milhões de dólares neste período, acima dos 10,2 milhões registados em 2016.

A Alemanha contabiliza a maior fatia do investimento em fintech neste trimestre, sustentado na aquisição da ConCardis, uma transacção de 806 milhões de dólares. Por sua vez, o Reino Unido representa sete das maiores operações europeias, incluindo rondas superiores a 100 milhões de dólares por parte da Prodigy Finance e da Neyber.

Nasser Sattar, Head of Advisory da KPMG Portugal refere que  “os investidores exigem hoje mais do que boas perspectivas e potencial, direcionando os investimentos para projetos de fintech que demonstrem alguma tração. Isto mostra que as fintechs precisam cada vez mais de demonstrar o valor acrescentado das suas soluções e a robustez dos seus modelos de negócio, de forma a conseguirem financiar os seus planos de crescimento”.

Parceira do Web Summit, a KPMG recebe hoje por volta das 15 horas no stand presente no evento, o Demo Day da Building Global Innovators, no âmbito da qual oito start-ups farão o seu pitch, numa iniciativa que conta com a participação de Manuel Caldeira Cabral, Ministro da Economia.

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