Desde ignorarem o feedback dos clientes até não terem a equipa certa há variadíssimas razões para as start-ups falharem. Estas são as 20 mais comuns.

Todos sabemos que grande parte das start-ups falham. Quer seja por falta de financiamento ou por má gestão, o importante é perceber onde é que os projetos falharam para numa próxima tentativa empreendedora não cometer os mesmos erros.

A CB Insights dá uma ajuda nesse processo e  elaborou uma lista das 20 razões mais frequentes para as start-ups falharem, sendo estas:

Falha em arrancar com uma nova estratégia (7%)
Não arrancar com uma boa estratégia rápido o suficiente depois de ter desenvolvido um produto mau, ter feito uma má contratação ou uma má decisão é uma das principais razões para as start-ups falharem.

Esgotamento (8%)
O balanço entre o trabalho e a vida pessoal é algo que muitos fundadores de start-ups não têm. Portanto, o risco de virem a ter um esgotamento é relativamente alto. A habilidade de perceber quando a start-up está a seguir para um caminho sem saída, de cortar com o prejuízo e de ter uma equipa diversificada e capaz de partilhar responsabilidades são alguns pontos relevantes para evitar este problema.

Não utilizou os contactos (8%)
Num mundo em que ter e utilizar contactos é de extrema importância para a expansão de mercado, parcerias, apoios e investimentos, é importante que os empreendedores deem uso ao seu networking para serem bem-sucedidos. Importante acrescentar que neste ponto não se trata de falta de contactos, mas sim de não utilizar os já existentes.

Desafios legais (8%)
Por vezes, as start-ups podem tentar inovar num setor recheado de legislação, algo que poderá vir a ser a causa do encerramento do projeto.

Falta de financiamento / interesse dos investidores (8%)
Anexado ao problema de ficar sem dinheiro, a falta de financiamento e interesse dos investidores é uma das razões mais comuns para os empreendedores falharem.

Falha na expansão geográfica (8%)
A localização pode ser um problema por duas razões:
– o conceito do produto/serviço que a empresa apresenta tem de ser interessantes para o local de expansão;
– tem de haver uma forte componente de trabalho remoto da equipa. A nível da comunicação, falta de trabalho de equipa ou de planeamento.

Falta de paixão (9%)
Há várias razões técnicas para as start-ups falharem, mas, neste caso, 9% dos fundadores dizem falhar por falta de paixão ou conhecimentos do setor em que estão inseridos.

Mudança de estratégia falhada (10%)
Mudar de estratégia porque sim não tem qualquer valor. Este tipo de decisões têm de ser calculadas, o modelo de negócios tem de ser alterado, todas as possibilidades testadas e os resultados têm de ser bem estudados. Uma mudança pouco calculada pode levar a um gasto de recursos (tempo e dinheiro) desnecessário, o que, eventualmente, pode resultar na entrada de uma espiral negativa.

Falta de harmonia entre a equipa / investidores (13%)
Os desacordos entre os cofundadores, ou entre a equipa da start-up, e os investidores podem rapidamente levar um projeto ao fracasso.

Perder o foco (13%)
Ficar mais entusiasmado com projetos paralelos, perder muito tempo com problemas pessoais, ou perder o foco do projeto em geral, foi mencionado em 13% das histórias de fracasso recolhidas pela CB Insights.

Produto mal calculado (13%)
Se lançar um produto demasiado cedo, os utilizadores podem não entender o seu intuito. No caso de lançar demasiado tarde, pode ter perdido uma boa oportunidade. O cálculo do lançamento do produto tem de ser adequado às necessidades do mercado.

Ignorar os clientes (14%)
Ignorar os clientes é meio caminho andado para o fracasso. Não recolher informação suficiente sobre o seu feedback  é um dos erros fatais a evitar pelas start-ups. Como refere Bill Gates, “os seus clientes insatisfeitos são a sua melhor fonte de conhecimento”.

Estratégias de marketing pobres (14%)
Conhecer a sua audiência e saber a que segmentos de mercado deve dar mais atenção, de forma a converter a sua comunicação em consumidores, é um dos conhecimentos mais importantes a aplicar num negócio. A dificuldade em conseguir executar estratégias de marketing eficientes pode dificultar o desenvolvimento de um projeto e, em último caso, levá-lo a não ter clientes.

Produto sem modelo de negócio (17%)
Ter criado um bom produto não significa ter criado uma boa empresa. Ficar preso a um produto e falhar na criação de outros veículos de receitas pode deixar os investidores hesitantes e os fundadores incapazes de capitalizar na tração já ganha.

Produtos pouco amigos do utilizador (17%)
Este é o típico caso de quando as equipas desenvolvem produtos que não são procurados, ignorando as necessidades dos consumidores.

Problemas de custos / preço (18%)
Colocar o preço num produto é uma dificuldade comum a qualquer start-up. Isto porque, entre outras componentes, o preço tem de cobrir o custo de produção, custo de aquisição pelo cliente e a distribuição. Um cálculo ao lado pode fazer com que a start-up acabe por se afundar.

Ser ultrapassado por outro projeto (19%)
Apesar de haver a ideia de que as start-ups não têm de preocupar-se com a competição, a realidade mostra-nos que a partir do momento em que alguém cria um produto inovador, que foi aceite pelo mercado e que tem procura, vai haver muita competição. Neste campo, estar demasiado preocupado com a competição não é saudável, mas ignorá-la pode ser meio caminho andado para o fracasso.

Não ter a equipa certa (23%)
Ter uma equipa constituída por membros com competências diferentes é fundamental para o sucesso de uma empresa.

Ficar sem dinheiro (29%)
Tal como o tempo, o dinheiro tem de ser investido cuidadosamente. Este problema foi transversal a 29% das start-ups citadas pela CB Insights.

Não haver necessidade de mercado (42%)
Trabalhar problemas que podem ser interessantes de resolver em vez de tentar resolver problemas que o mercado precisa. Este é identificado como o maior problema desta lista.

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