A  Reit Portugal é uma plataforma de  crowdfunding vocacionada para o mercado imobiliário, integrada no universo BYU Capital, que está a começar a dar os primeiros passos no mercado português. Diogo Marques, responsável pela  www.reitportugal.com explica a mecânica de funcionamento da plataforma.

Como e quando surgiu a ideia de criar esta plataforma de crowdfunding?
A ideia da REIT Portugal surgiu para facilitar o acesso dos promotores a capital. Tradicionalmente, cria-se um grau de dependência muito grande para a realização do projeto, pois sendo necessário um investimento habitualmente elevado, é necessário contacto privilegiado com investidores qualificados ou instituições. O promotor é o empreendedor, é a pessoa que cria valor. Antes da iniciativa não existia nada. Assim, o público pode decidir os projetos que pretende apoiar.

Quem está na origem da iniciativa?
Começou comigo. O objetivo é facilitar o apoio à realização de investimentos. Pretendo ser útil aos promotores e investidores ao criar uma plataforma que possam usar.

O projeto têm algum target prioritário?
Dirige-se a todos os promotores para lhes permitir acesso mais rápido a capital e a todos os investidores que, de outra forma, não teriam acesso a investimento imobiliário.

Em termos práticos como vai funcionar o processo de crowdfunding?
O processo é muito simples. O promotor submete os dados do negócio, o negócio e o promotor são analisados em detalhe. Se aprovados, são lançados na plataforma. Os investidores são notificados de que há um novo negócio disponível na plataforma. Conseguem saber todos os detalhes financeiros do negócio e depois decidem. O valor mínimo de entrada são 25 euros por unidade de participação.Todo processo e operações são regulados

Quando é que a plataforma vai estar efetivamente operacional?
Temos como deadline este ano. A parte legal e tecnológica está a decorrer dentro de prazos.

Vai ter alguma incidência geográfica em termos de investimento a projectos?
Os projectos a financiar são todos a nível nacional, sem nenhuma zona em específico. Desde que os números façam sentido, é um bom candidato.

Quais são as suas expetativas para o primeiro ano de atividade da www.reitportugal.com?
Estamos a dar a conhecer a plataforma diretamente a um grupo Beta (partes interessadas) para que possam testar e ver como funciona. O nosso objetivo será realizar 10 investimentos no ano de 2018.

Que dificuldades resistências espera encontrar na implementação da plataforma?
A maior dificuldade será levar as pessoas a começarem a investir. O modelo tradicional da banca vai naturalmente ser substituído por alternativas tecnológicas. Já se vêem vários serviços sem recurso à banca tradicional. Como em Portugal estamos numa altura de investimento imobiliário, faz sentido possibilitar aos investidores veículos para que possam fazer o que pretendem de forma simples.

O mercado imobiliário nacional está preparado para esta nova abordagem?
Claro que não. Com o tempo, esperamos que haja uma mudança de mentalidade. O objetivo é pôr na mão de investidores e promotores uma ferramenta simples, mais rápida e eficaz para que possam realizar o que pretendem. De um lado, financiar projectos, do outro obter retornos.

Associar o crowdfunding ao imobiliário é uma receita de sucesso?
Os modelos tradicionais da banca estão obsoletos. Em Portugal não está implementada uma plataforma deste género, mas estamos confiantes no seu sucesso.

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