Fizemos uma análise às start-ups portuguesas que vão participar na edição de 2018 do Web Summit. Das 200 que vão marcar presença no evento, 75 responderam ao nosso questionário. Saiba quantas participam pela primeira vez, quantas estão à procura de investimento e, ainda, qual a área de negócio mais representativa.

A terceira edição do Web Summit em Portugal começa já amanhã. Este ano, num esforço conjunto entre a Startup Portugal e a organização do evento, 200 start-ups nacionais vão ter oportunidade de apresentar os seus projetos aos milhares de participantes da conferência.

O número de projetos deste género a participar no Web Summit tem vindo a aumentar nos últimos anos. Em 2016, foram 66 equipas, em 2017 subiram para 150 e este ano o número aumentou para 200.

Este ano o Link to Leaders recolheu o testemunho de 75 das duas centenas de projetos que vão estar presentes na 3.ª edição nacional daquela que é uma das maiores conferências de tecnologia e empreendedorismo do mundo. Quisemos saber, entre outras questões, quantas estão a participar pela primeira vez no evento ou quantas procuram investidores. Confira os resultados.

 56% das start-ups participam primeira vez 

Esta é a primeira vez que 42 (56%) das 75 start-ups inquiridas vão ter um expositor na Web Summit. Por outro lado, há 24 start-ups (32%) que estão presentes no evento pela segunda vez e 8 (10,67%) que já marcaram presença em três edições. Das respostas que o Link to Leaders recolheu, houve apenas uma equipa a afirmar já ter participado quatro vezes.

Quantidade de vezes que as 75 start-ups portuguesas inquiridas já participaram na Web Summit.

Número de vezes que as 75 start-ups portuguesas inquiridas já participaram na Web Summit.

Só 20% desenvolveram o seu projeto com apoio de investidores

80% das start-ups afirmou ter desenvolvido o projeto com recurso a capitais próprios. Apenas 15 (20%) referiram ter tido o apoio de investidores para desenvolverem o seu serviço/produto.  

50,6% procuram investidor no Web Summit 

Quando questionadas sobre os motivos que as levam à Web Summit, a visibilidade é um dos pontos transversais nas respostas.

A segunda intenção com maior relevância é o networking. Das 75 respostas que o Link to Leaders recebeu, 67 (89,3%) afirmaram procurar novos contactos para desenvolverem o seu negócio.

Por outro lado, 38 (50,6%) dizem ter a intenção de encontrar investimento durante a conferência.

Há ainda cinco equipas (6,7%) que referem ir em busca de parceiros estrangeiros estratégicos com o objetivo de internacionalizarem os seus projetos.

70,6% das start-ups foram criadas nos últimos três anos

Grande parte dos projetos que a Startup Portugal vai levar à Web Summit têm menos de três anos de existência. Destes, 16 (21,3%) foram criados este ano, 22 (29,3%) iniciaram atividade no ano passado e 15 (20%) arrancaram com o projeto em 2016.

As start-ups criadas entre 2013 e 2015 representam 21,3% da amostra. Em contrapartida, só 8% foram criadas em 2012 e em anos anteriores.

Ano de criação de 75 das 200 start-ups portuguesas que vão participar na edição de 2018 da Web Summit.

Ano de criação de 75 das 200 start-ups portuguesas que vão participar no Web Summit.

Ecommerce é a área com mais projetos

Apesar de estarem inseridas em dezenas de áreas diferentes, houve alguns setores com maior representatividade. O ecommerce foi a resposta mais comum, com sete start-ups (9,3%) a referirem atuar neste mercado.
A segunda área com mais projetos é a de desenvolvimento de software, onde se inserem seis (8%) das 75 equipas. Em terceiro lugar, com cinco respostas (6,67%) cada uma, temos os serviços financeiros de base tecnológica, finteche a Internet of Thinks (IoT).

De referir, ainda, que tanto a área de inteligência artificial(IA) como a de tecnologias de informação e de recursos humanos têm quatro projetos (5,3%) cada uma.


Tal como nos anos anteriores, o Link to Leaders vai acompanhar de perto a edição deste ano da Web Summit. Para não perder as últimas notícias sobre a conferência pode descarregar a nossa aplicação mobile para Android ou iOS.

Comentários

Sobre o autor