Rita Marques é a primeira convidada de 2019 da rubrica Link To Acredita Portugal. A CEO da Portugal Ventures fala dos desafios e riscos, pessoais e profissionais, que enfrenta, assim como do que a move e inspira. Quanto à maior conquista, essa ainda está por concretizar.

“Houve dois grandes riscos na minha vida: O primeiro ter vindo para cá, ter aceite o desafio de ser CEO da Portugal Ventures, e o segundo foi ter sido mãe… três vezes. Não necessariamente por esta ordem”.
A descrição é de Rita Marques, engenheira eletrotécnica e de computadores de formação, mas com um vasto currículo no domínio da gestão e um forte background académico, incluindo um MBA.

Foi diretora executiva da Porto Business School até abril do ano passado, altura em que aceitou o desafio de assumir o cargo de CEO da Portugal Ventures (PV). Agora, entre as várias viagens semanais que faz entre o Porto, onde vive, e Lisboa, Rita Marques define a estratégia que a sua equipa quer implementar na PV, sociedade de capital de risco que gere mais de 200 milhões de ativos, através de duas dezenas de fundos.

A responsável congratula-se com o facto de todos os dias ter muitas ideias extraordinárias a bater à porta da Portugal Ventures. “Às vezes não necessariamente promovidas da forma certa ou com a ambição que gostaríamos de ver. Se calhar às vezes não com o promotor certo ou a equipa certa. Mas, felizmente, estamos sempre atentos a encontrar ótimas ideias, desde o turismo, digital, engenharias, biomédicas, ciências da vida… temos muitas por cá”, refere.

Defende que tem de ser, tal como a Portugal Venture, sistematicamente insatisfeita para procurar ‘a conquista’. “Isto é como as maratonas: fazemos a primeira, depois queremos fazer a segunda e continuamos. Acho que nunca vamos chegar à maior conquista, porque a maior será sempre a próxima”, exemplifica.

A inspiração consegue-a em casa, junto da família. A motivação é “estar cá, estar viva”. É acordar todos os dias e pensar que quer melhor ser humano e tentar que os outros possam acreditar nisso porque, frisa, “se acreditarmos uns nos outros acho que nos sentimos motivados uns aos outros”.

Aos empreendedores que estão a começar deixa um conselho: “ser ambicioso, mas realista. Duas coisas que não são necessariamente incompatíveis”. Rita Marques lembra que “precisamos de ambição, com um palmo de realismo”. Ou seja, perceber que há dificuldades, que há limites”. Aliás, salienta, que “se os empresários portugueses fossem ambiciosos teríamos provavelmente um tecido e outra perspetiva empresarial muito mais positiva. Nós somos sempre muito virados para baixo”. Portanto, reafirma, “ambição seguramente, mas com uma dose boa de realismo”.

Veja a entrevista de Rita Marques e saiba mais sobre o concurso de empreendedorismo Montepio Acredita Portugal.  As inscrições ainda estão a decorrer.

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