O Spotify estreou-se ontem na bolsa de Nova Iorque num método teste que pode abrir o caminho às start-ups tecnológicas que se queiram tornar públicas, mas que não querem depender de Wall Street para o fazer.

Desde o final de fevereiro que se falava da entrada do Spotify na New York Stock Exchange (NYSE). O “dia D” para a start-up de Estocolmo chegou ontem, uma década depois do serviço de streaming mais utilizado do mundo ter nascido.

Na abertura das trocas, o preço por ação começou nos 165,90 dólares, quase 26% do preço de referência colocado pela NYSE na segunda-feira. O valor por ação terminou nos 149,01 dólares, o que avalia a start-up sueca em cerca de 21,5 mil milhões de euros.

“É um preço de mercado justo. Não é manipulado ou estipulado pelas ofertas e pedidos de bancos ou investidores institucionais”, referiu à Reuters Chi-Hua Chien, um investidor da start-up quando esta ainda estava em fase embrionária.

Antes de se ter tornado público, o valor total apresentado pela direção do Spotify prendia-se nos 19 mil milhões de euros.

Apesar de ter mais de 71 milhões de subscritores pagos –  incluindo pessoas que ainda não pagaram, mas que já deram o cartão de crédito para terem um mês grátis -, o serviço de streaming de música ainda está por atingir o ponto de equilíbrio económico.

No final de 2017, as contas da start-up estavam no vermelho, apresentando perdas de mais de 1,2 mil milhões de euros. Com perto de oito mil milhões de euros pagos aos artistas no ano passado, o Spotify terá de negociar melhor as condições apresentadas aos artistas para conseguir gerar lucro.

No mesmo “ringue” que o Spotify estão três gigantes tecnológicas: a Amazon, que tem 16 milhões de subscritores pagos, a Apple, com 46 milhões, e a Google Play Music, que não tem registos públicos dos seus subscritores.

Existe ainda a Pandora, um serviço de streaming que não está agregado a nenhuma insígnia – como as anteriores – e que tem 5,5 milhões de subscritores.

Comentários