E 11% estão a investir em computação quântica. Os números são do indicador elaborado pela Dell Technologies, que tem como foco a transformação digital das empresas portuguesas.

Dentro de cinco anos, 94% dos líderes de empresas acreditam que vão ter de se esforçar ainda mais para responder aos pedidos dos clientes. Esta é uma das conclusões do indicador de transformação digital da Dell Technologies (Indicador DT), que foi elaborado em colaboração com a Intel e que mapeia o progresso da digitalização de empresas de média e grande dimensão, tendo em consideração as expetativas e receios digitais dos líderes de negócio de todo o mundo.

Os cálculos deste relatório têm como base a perceção do desempenho das empresas na disponibilidade de serviços ou produtos core através do digital, a estratégia de tecnologias de informação existente e de transformação da força de trabalho e os investimentos planeados.

Os números do estudo relevam otimismo por parte dos líderes. Enquanto que 13% teme que a sua organização seja ultrapassada nos próximos cinco anos, 44% acreditam fortemente que vão conseguir antecipar o futuro de forma disruptiva – sem nunca serem ultrapassados.

Atualmente, 10% das empresas portuguesas são consideradas líderes digitais – o que, segundo os padrões do estudo, significa que têm a transformação digital integrada no DNA da empresa de diversas formas. Por outro lado, 32% ainda não têm uma estratégia digital implementada.

Grupos comparados Descrição Análise do país em 2018
Líderes Digitais Transformação digital, em diversas formas, integrada no DNA da empresa 10%
Adoção do Digital Tem um plano digital maduro, investimentos e inovações em curso 21%
Avaliadores Digitais Abraça a transformação digital de forma cautelosa e gradual; planeando e investindo no futuro 37%
Seguidores Digitais Pequenos investimentos, tentativas de começarem planos para o futuro 24%
Demorados Digitalmente Não têm um plano digital, iniciativas limitadas e investimentos 8%

 

O indicador mostra que existe um número significativo de empresas que está nos dois últimos grupos da tabela, o que indicia que o processo de digitalização destes negócios é muito lento.

Apesar de só 32% ainda não ter uma estratégia digital implementada, 90% das empresas portuguesas estão a enfrentar grandes dificuldades para a transformação digital. Parte da culpa, segundo o relatório, pode ser atribuída às seguintes barreiras:

1. Falta de orçamento e recursos;
2. Privacidade de dados e preocupações com a cibersegurança;
3. Cultura digital imatura: falta de alinhamento e colaboração em toda a empresa;
4. Falta de uma estratégia e visão digital coerente;
5. Abordagem reativa para atividades concorrentes.

Estas barreiras são especialmente penalizadoras para 82% dos líderes que acreditam que a transformação digital deve ser generalizada em toda a organização.

O estudo indica também que as empresas estão a tomar medidas não só para superar estas barreiras, como também para deixarem de ser uma ameaça por players mais ágeis e inovadores. Apesar de haver este tipo de iniciativas, o progresso ainda é reduzido, algo que pode ser confirmado através dos seguintes dados:

– 63% das empresas portuguesas usam tecnologias digitais para acelerar o desenvolvimento de novos produtos ou serviços;
– 50% das empresas promovem segurança e privacidade em todos os dispositivos, aplicações e algoritmos;
– 35% esforçam-se para desenvolver internamente conjuntos de competências e conhecimentos adequados, tais como ensinar os funcionários a programar;
– 44% promovem a partilha de conhecimento entre funções, equipando os líderes de tecnologias de informação (TI) com competências de negócio e os líderes de negócio com conhecimentos de TI.

A acrescentar a estes esforços, os investimentos planeados entre 2019 e 2022 incluem:

59% das empresas portuguesas pretendem investir em cibersegurança;
45% pretendem investir em multi-cloud;
45% pretendem investir em tecnologia IoT;
32% investir em Inteligência Artificial;
31% pretendem investir em Flash.

Para além disto, é ainda relevante salientar que há empresas que já estão a investir em tecnologias emergentes. Atualmente, 13% dizem estar a investir em blockchain, 11% em computação quântica e 25% em realidade virtual/ aumentada.

Gonçalo Ferreira, general manager da DellEMC Commercial em Portugal, refere em comunicado que “este é um momento emocionante para fazer florescer um negócio. Estamos num momento crucial – onde a tecnologia, os negócios e a humanidade se cruzam para criar um mundo melhor e mais interligado […] No entanto, apenas as organizações centradas na tecnologia recolherão as recompensas oferecidas por um modelo de negócios digital, incluindo a capacidade de agir rapidamente, automatizar tudo e corresponder às expetativas dos clientes. É por isso que a transformação digital precisa de ser tratada como a prioridade número um”.

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