Patrícia Jardim Palma, doutorada em Psicologia das Organizações e Empreendedorismo, conversou com o Link to Leaders sobre a nova pós-graduação da área do empreendedorismo do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.

Patrícia Jardim da Palma é Professora do ISCSP – Universidade de Lisboa e autora de mais de duas dezenas de capítulos de livros e artigos científicos publicados em revistas como a Public Management Review, a Social Indicators Research e a Journal of Enterprising Culture. Coordenou a obra “Psicologia Aplicada” e publicou, entre outros, o livro “Paixão e Talento no Trabalho”. Atualmente é Coordenadora da Escola de Liderança e Inovação do ISCSP e da unidade ISCSP-Empreendedorismo.

Mais recentemente assumiu a coordenação científica da Pós-Graduação em Empreendedorismo e Inovação do ISCSP, cuja coordenação executiva é assegurada pelo Prof. Manuel de Sousa Antunes.

Sendo responsável pela coordenação cientifica da pós-graduação de empreendedorismo e inovação, qual é a grande inovação deste curso?
Toda a minha área de formação é na vertente comportamental, da psicologia das organizações e da gestão de recursos humanos. Fiz um doutoramento na área de empreendedorismo, na área comportamental – no âmbito das competências comportamentais, vulgo soft skills dos empreendedores. Entretanto, tenho desenvolvido vários projetos nesta área. Para além de ser professora no ISCPS na área de recursos humanos, sou coordenadora da Escola de Liderança e Inovação e sou coordenadora da unidade ISCPS-Empreendedorismo. A Escola de Liderança e Inovação é a escola do instituto dedicada à área da gestão e da inovação e, nesse sentido, desde 2014 que fazemos muitos projetos, estamos abertos à comunidade. Temos como missão transferir o conhecimento das ciências socias e políticas para a sociedade, i.e. olhar para os problemas que existem na sociedade e responder a eles, através da criação de ferramentas inovadoras. Foi nessa ótica que surgiu a Escola de Liderança e Inovação. Fazemos muitos projetos, principalmente para empresas, muito ao nível da formação e da consultoria. Mas, eis que, a partir de 2014, surgiram os projetos de empreendedorismo de base local. Alguns Presidentes de Câmara foram ter connosco com problemas concretos que assolavam os seus territórios. A título de exemplo, no distrito da Guarda, encontram-se municípios de interior, considerados de baixa densidade, onde não se vislumbrava a possibilidade de qualquer investimento empresarial, mas que detêm pessoas altamente qualificadas – jovens mestres e licenciados que foram estudar para fora e que, entretanto, regressaram à sua terra. Perante este cenário, duas soluções se levantavam: ou se criava emprego ou então os jovens partiam para grandes polos urbanos, como Lisboa, Porto ou Aveiro e aí constituíam vida. Nesse sentido, a grande questão que se colocava remetia diretamente para a fixação destas pessoas altamente qualificadas mos seus concelhos. Ao que sugerimos: vamos utilizar o empreendedorismo como estratégia de retenção de pessoas qualificadas nos municípios.

E o que é que nós fizemos? Um programa de empreendedorismo muito interessante, devidamente ajustado aos recursos e potencialidades de cada concelho. Este programa é constituído por quatro fases: na primeira fase fomos fazer um diagnóstico da área, assim como das oportunidades e recursos daquela região. Numa Segunda, procurámos fazer a avaliação do perfil do empreendedor (dos participantes do programa). A Terceira fase visou o desenvolvimento do perfil do empreendedor – não apenas dos conhecimentos essenciais à elaboração do plano de negócios, mas também das competências comportamentais e da motivação, sem as quais dificilmente uma pessoa arranca para a criação do seu próprio negócio. Quarta fase: acompanhamento dos novos negócios criados. Começámos a implementar estes programas, que têm gerado mais-valias para os municípios e os munícipes-empreendedores, pelo que temos vindo a ser procurados por outras câmaras. Esta realidade tem-nos permitido perceber que o empreendedorismo pode constituir uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento económico e social de muitos municípios do nosso país!
Começámos por trabalhar o empreendedorismo de base local, mas, claro que rapidamente alargámos a nossa ação, tendo vindo a trabalhar o empreendedorismo em empresas públicas e privadas – mas principalmente privadas – na ótica do desenvolvimento da atitude empreendedora. Por exemplo, através do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) – que é um dos relatórios mais importantes de empreendedorismo a nível internacional – tomámos consciência de que Portugal é um país com níveis baixos de intraempreendedorismo (estamos abaixo da média Europeia), pelo que o desenvolvimento da atitude empreendedora nas nossas empresas se revela fundamental!

Foi neste contexto que nasceu esta pós-graduação. Esta pós-graduação não é um curso que visa formar empreendedores e desenvolver negócios empreendedores. É uma pós-graduação que visa desenvolver a atitude empreendedora! Aquilo que temos vindo a verificar nos nossos estudos e intervenções é que o perfil do empreendedor interno é muito similar ao perfil do empreendedor externo. Competências como a proatividade, a autonomia ou a propensão para o risco calculado são competências que são essenciais para a atitude empreendedora, quer seja desenvolver empreendedorismo autonomamente (através da criação de um negócio próprio – empreendedorismo externo), quer seja desenvolver empreendedorismo dentro das empresas (desenvolvimento ou gestão de um novo projeto, por exemplo – empreendedorismo interno). No entanto, face à conjuntura de grande complexidade, imprevisibilidade e mudança, cada vez mais esta atitude empreendedora tem de ser desenvolvida.

O que é que esta pós-graduação pode trazer de inovador para além desta atitude empreendedora?
Três pontos fundamentais. Primeiro: esta pós-graduação trabalha a atitude empreendedora, portanto trabalha quer a atitude da pessoa para criar negócios próprios (empreendedorismo), quer a atitude para trabalhar por conta de outrem (intraempreendedorimsmo). E porquê a inovação? Porque o empreendedorismo implica a criação/ proposta e gestão de projetos, negócios ou programas que sejam inovadores, e portanto diferenciadores e geradores de valor.
Em segundo: uma grande mais valia desta pós-graduação é que trabalha as três grandes vertentes do empreendedorismo. Ou seja, se nós formos olhar para o mercado, a maior parte das pós-graduações de empreendedorismo que existem trabalham o empreendedorismo na vertente do plano de negócios e trabalham fundamentalmente o empreendedorismo autónomo. Nós trabalhamos, também, a vertente comportamental, através de teambuildings, numa ótica de aprendizagem-ação, i.e. “learning by doing” [aprender ao fazer]. Trata-se de uma aprendizagem experiencial, com recurso a exercícios e estudos de casos, para que as pessoas possam praticar, ie. fazer. Para além das soft skills, trabalhamos, também, a motivação e a identidade empreendedora, o “eu empreendedor” (terceira componente do empreendedorismo). Uma coisa é falarmos de empreendedorismo, outra muito diferente é sermos empreendedores e desenvolvermos um negócio ou um novo projeto.
Agora, o desenvolvimento das competências comportamentais decorre tendo em conta a cultura portuguesa, e esta terceira mais-valia desta pós-graduação é fundamental! Por exemplo, o empreendedorismo interno ou externo que tem lugar em Portugal é muito diferente do empreendedorismo de matriz Anglo-saxónico. Só para dar um exemplo: em termos culturais, os anglo-saxónicos são mais individualistas, ao contrário dos Portugueses, que são mais coletivistas. Como tal, o “mito do herói”, do empreendedor que, sozinho, monta o seu próprio negócio na garagem, funciona muito bem nestes Países de influência anglo-saxónica. Já em Portugal, não! Portanto, nesta pós-graduação procuramos desenvolver as competências mais adequadas à realidade da nossa cultura, por forma que o desenvolvimento da atitude empreendedora decorra de forma sustentada.
Outro ponto fundamental desta pós-graduação são as parcerias, estamos associados a várias entidades, como por exemplo a FNABA (Federação Nacional de Business Angels) que é muito interessante porque é uma rede nacional e local.

O que é que a FNABA contribuiu para este curso?
Temos duas pessoas da FNABA, o ex-presidente e a atual vice-presidente, que vão ser professores de dois módulos, sempre numa lógica muito experiencial. É uma grande mais-valia contarmos com a experiência destas duas personalidades, tendo em conta que a actual vice-presidente, a Isabel Neves, participou no Júri do Shark Tank, que é muito revelador do know how e experiência na área!

A quem se dirige o curso?
Fundamentalmente a todas as pessoas que queiram desenvolver uma atitude empreendedora. Pessoas que dentro de empresas e instituições, nos seus locais de trabalho, pretendam ser mais proativas e que pretendam gerir projectos mais desafiantes e promotores de maior crescimento profissional. Ou então, pessoas que gerem negócios e pretendam melhorar os resultados. Já não falando das empresas privadas, hoje em dia são cada vez mais as instituições e empresas públicas que trabalham por projetos. Ora esta forma de trabalho, aliada à necessidade de inovar, torna crucial o desenvolvimento de uma atitude empreendedora! É preciso, continuamente, olhar para o mercado, fazer benchmarking, definir objetivos mais desafiantes, para montar novos projetos. Já não podemos ter meramente gestores de projetos nas nossas empresas, temos que ir mais além … temos que ser empreendedores dentro das nossas empresas. E então se pensarmos nas novas gerações, dos 20 e tais e 30 anos, estas são pessoas que querem trabalhar, fundamentalmente, por projeto. Projetos que sejam interessantes, gratificantes e que permitam o crescimento profissional, caso contrário, vão embora.

Então diria que este curso é importante para as pessoas que queiram desenvolver projetos em qualquer área?
Exatamente, todas as áreas, desde as áreas mais sociais às áreas mais tecnológicas… todas. Esta pós-graduação destina-se ao desenvolvimento da atitude empreendedora interna e externa, que é crucial para o desenvolvimento de projetos e negócios, quer na área das ciências mais hard, quer das ciências sociais, políticas e humanas. A atitude empreendedora é transversal e fundamental a todas as áreas!
Qual a grande lacuna que existe no nível da formação dos empreendedores?
Parece-me que é um misto, da vertente comportamental devidamente ajustada à cultura e à realidade Portuguesa. E isto aplica-se também ao empreendedorismo autónomo. Por exemplo, são muitos os especialistas e os profissionais da área do empreendedorismo que continuam a dizer-me que tomam decisões de investimento em novos negócios muito com base no plano de negócios … olhando pouco para as pessoas, para os empreendedores. Quando sabemos que muitos “bons negócios” encerram devido a problemas na equipa de empreendedores … E eu pergunto muitas vezes: quais foram as técnicas, as métricas que usaram para avaliar o perfil empreendedor? E a resposta vai sempre no mesmo sentido: “Ah é o brilho no olho, é a satisfação”… Ora, as ciências comportamentais podem prestar uma óptima ajuda aqui. A par do plano de negócios, as competências comportamentais e a identidade empreendedora são fundamentais.
Em termos de perfil, importa referir que o perfil empreendedor é muito semelhante ao perfil intra-empreendedor: de grosso modo, apenas uma competência tende a variar, que é a propensão para o risco calculado, ou seja, uma pessoa que se aventure sozinha requer um desenvolvimento maior da propensão para o risco calculado, por comparação com aquelas que se aventuram dentro das empresas.

Quais é que são as perspetivas para esta pós-graduação?
Em termos de perspetivas, esperamos vir a ter um grupo de pessoas interessante, das mais variadas áreas. É a primeira edição, mas, convém lembrar que nós, Escola de Liderança e Inovação, temos muita experiência em empreendedorismo.

Na sua opinião quais é que deveriam ser as principais áreas em termos de formação nas universidades portuguesas?
Eu noto que os alunos continuam a sair muito bem preparados do ponto de vista técnico, mas não tanto a nível comportamental. Enquanto professora, faço questão de incluir nas cadeiras que leciono uma componente de apresentação de trabalhos práticos em aula. E noto, todos os anos, um grande nervosismo e muitas dificuldades por parte de alguns alunos. Estamos a falar de muitos “bons alunos”, pessoas de 20, 21 anos, com boas notas, mas que demonstram competências menos desenvolvidas para a “venda”, a “persuasão”, o “falar em público”, o “marketing pessoal” ou a criação da “marca própria”. Do ponto de vista do networking, por exemplo, as pessoas costumam dizer-me assim: “mas professora eu conheço imensa gente, eu sei falar com muita gente”, e eu pergunto “que imagem é que você tem passado para essas pessoas que conhecem?”. Qual é a imagem própria que estamos a veicular? Todos nós desenvolvemos uma identidade e passamos uma imagem … e a gestão desta imagem deve decorrer continuamente. Não é por conhecermos muita gente que a nossa imagem é melhor. Portanto, respondendo à questão, o que está em falta em muitas das nossas faculdades é uma aposta forte no desenvolvimento das “soft skills”, que preparam os estudantes para “falar em público”, fazer “pitches” comportamentais, “vender”, “persuadir”. Eu nunca mais me esqueço do que uma aluna uma vez me disse numa aula (no momento em que eu estava a falar da importância de “saber vender” aquando da apresentação de um qualquer projeto no local de trabalho): “professora, a minha mãe não me está a pagar as propinas para eu ser vendedora”. Todos nós temos de ser vendedores, até da nossa marca pessoal!

Quais são os fatores críticos de êxito das organizações empreendedoras?
A meu ver, esta componente comportamental, aliada à identidade, é fundamental. Voltando a citar o GEM, as estatísticas indicam-nos que a primeira causa de encerramento de novos negócios aqui em Portugal não é a causa financeira (essa é a segunda). Por outras palavras, muitas empresas em que o negócio está a correr bem fecham. Porquê?
Uma primeira causa é de natureza comportamental e está relacionada com os “empreendedores” – com o perfil empreendedor, i.e. as competências comportamentais ou a identidade empreendedora. Por exemplo, a nossa elevada aversão ao risco leva-nos a encerrar precocemente as empresas por atribuirmos grande importância ao factor “sorte”: atribuem o sucesso à sorte, não confiando na possibilidade de continuar a crescer e ter êxito. A segunda razão comportamental prende-se com as quezílias entre sócios. Nós trabalhamos muito esta vertente da gestão de conflitos.
Para além das questões de natureza comportamental, temos uma outra, de natureza cultural: continuamos a julgar o “nosso” empreendedorismo à imagem do Anglo-saxónico, o que nos leva a não considerar as especificidades da cultura Portuguesa, e como tal, a fracassar. Tal como já referi, a ideia de que o empreendedor é “uma pessoa especial”, um herói, não é bem acolhida no nosso País. Pois claro, depois vamos falar com os jovens e ninguém quer ser empreendedor, ninguém se revê nessa figura de herói, porque essa conceção não está integrada na nossa cultura. Em Portugal as pessoas estão e procuram estar integradas na comunidade. Como tal, as alianças e as parcerias são fundamentais. Por exemplo, e volto a basear-me nos projetos de empreendedorismo de base local que temos vindo a desenvolver em diversos municípios: mais importante do que fundar novos negócios (que vão competir diretamente com outros que já existem) é fundar negócios complementares e em aliança com outros que já existem – devidamente integrados, acolhidos e suportados pela comunidade. Tem sido essa uma das razões de sucesso dos nossos programas de empreendedorismo.

Quais deveriam ser as principais preocupações das organizações portuguesas?
A atitude empreendedora! As empresas têm vindo a reconhecer que, se querem ser competitivas, têm que estar continuamente a inovar. Se querem ser inovadoras, tal não vai ser conseguido com a direção/administração/presidência solo! A capacidade para inovar e empreender depende do desenvolvimento de empreendedores internos, que conhecem o seu trabalho melhor que ninguém e conhecem muito bem a concorrência! Ninguém sabe mais do seu trabalho do que a própria pessoa. A título de exemplo, eu sou professora de gestão de recursos humanos e de empreendedorismo, pelo que, é natural que eu conheça muito bem este campo e que esteja a par dos últimos desenvolvimentos e da oferta que existe no mercado (daí, ser a coordenadora desta nova Pós-graduação, em conjunto com o Prof. Manuel de Sousa Antunes, também ele especialista nesta matéria). As empresas têm de olhar para os seus colaboradores não como meros colaboradores, mas sim como empreendedores, como agentes ativos do seu trabalho, co-construtores do seu trabalho, capazes de propor soluções inovadoras, melhores do que as da concorrência. E é esta a postura cada vez mais desejada por muitos colaboradores. E é cada vez mais esta a postura que deve ser adotada por muitas empresas e instituições. Estamos a assistir a uma mudança de paradigma é: o colaborador é co-construtor do seu trabalho, da sua empresa. A empresa vai ter êxito se estiver continuamente a reinventar-se, a propor coisas novas, a ser inovadora e isso depende de todos.

Como é que vê o ecossistema empreendedor português?
Em Lisboa o ecossistema é interessante, está vibrante. Lisboa está na moda – para além das muitas incubadoras, temos agora o Web Summit, que se prepara para vir para cá por alguns anos. Agora, é preciso não esquecer que há um “dark side” neste ecossistema: fala-se muito de empreendedorismo, criam-se muitas novas empresas, mas ao fim de dois ou três anos onde é que andam estas novas empresas? Portanto, cuidado. Faz-se muito em matéria de criação de empresas, mas não se tem apostado tanto na manutenção de empresas recém-criadas. Lá está e mais uma vez, para além das competências soft dos empreendedores, são as parcerias que estão a faltar, são os negócios complementares que estão a faltar.

Respostas rápidas:
O maior risco: Foi apostar nesta área do empreendedorismo! O meu backgroung é a Psicologia das Organizações, pelo que trabalhar esta vertente do desenvolvimento da avaliação e desenvolvimento das competências soft dos empreendedores foi arriscado. O empreendedorismo é dominado por especialistas das áreas financeira e do marketing, pelo que o meu discurso comportamental não foi aceite à primeira – tive pessoas a perguntar-me “o que é que fazes aqui?”. Há 10 anos atrás falar do perfil do empreendedor era algo ainda muito novo. Eu diria que em termos profissionais foi esse.
O maior erro: Eu sou muito otimista e isso é mau. Confio muito nas pessoas e espero muito delas. Isso já me aconteceu em algumas parcerias e em contactos tanto pessoais, como profissionais. Já perdi algumas possibilidades de parceria e até amizades por isso mesmo … dar demasiado às pessoas, demasiado de mim e as pessoas não responderem. Isso é aquilo que me deita um bocado a baixo.
A melhor ideia: Criei, em 2007, o Instituto de Tecnologia Comportamental, uma associação sem fins lucrativos que me permitiu durante alguns anos fazer muitos projetos de base comportamental, em prole do desenvolvimento das nossas empresas e instituições. Proporcionou-me uma gratificação muito grande.
A maior lição: Um professor que tive na faculdade, de Psicologia social, o Prof. José Manuel Palma, que dizia uma fase muito verdadeira: “tudo o que façam, façam com paixão”. Agora compreendo a importância desta afirmação! Não poderia estar mais de acordo.
A maior conquista: Foi a criação da Escola de Liderança e Inovação, que tem permitido a realização de inúmeros programas de empreendedorismo, em prole de municípios, organizações e pessoas.

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