A evolução do ecossistema europeu de start-ups foi tema de análise da Tech.eu. Leia algumas das suas conclusões.

O ecossistema europeu de start-ups continua a surpreender. Independentemente de ainda estar distante dos Estados Unidos e da China, os projetos europeus e os respetivos investidores seguem a rota ascendente que têm vindo a desbravar nos últimos anos.

É possível verificar este panorama no novo relatório da Tech.eu, onde é feita uma análise ao universo empreendedor europeu.

Investimento em start-ups em fase embrionária continua a crescer
As rondas de investimento fechadas pelas start-ups europeias em early-stage continuam a crescer. Esta realidade é mais facilmente verificável se olharmos para os primeiros três meses de 2015, onde os projetos europeus deste género angariaram pouco mais de 400 milhões de euros. Em oposição, no segundo trimestre de 2018 foram investidos dois mil milhões de euros.

A um nível global – e independentemente da fase -, as start-ups europeias já levantaram 14.8 mil milhões de euros. Se esta tendência se mantiver, é possível que o recorde de 2017, onde foram levantados 19 mil milhões de euros, venha a ser quebrado.

Número de negócios entre empreendedores e investidores continua a crescer
O número de negócios também continua a crescer. Se no primeiro trimestre de 2015 só se fecharam 375 rondas de investimento, no segundo trimestre de 2018 foram fechados 630 negócios. Estes números não só comprovam um aumento da atividade dos investidores, como também que as rondas de investimento são cada vez maiores.

Apesar de ter havido um aumento abrupto no número de negócios, entre 2015 e 2018, o crescimento abrandou entre o ano passado e este.

Reino Unido, França e Alemanha no pódio
Numa análise às rondas de negócio fechadas por país é visível que o Reino Unido e a França continuam a receber grande parte do dinheiro das firmas de capital de risco europeias focadas em projetos em early-stage. Tais números podem ser, em parte, explicados pela forte presença de investidores em Londres e pelo vibrante ecossistema parisiense – que tem a Station F como epicentro. A Alemanha aparece em terceiro lugar na análise da Tech.eu, seguida da Suécia, Espanha e Holanda. Neste ranking, Portugal aparece em 21.º lugar.

Fintech e Medtech são as indústrias mais apoiadas
As start-ups de fintech e medtech foram as mais apoiadas. Conforme indicado no gráfico abaixo, as start-ups que desenvolvem soluções financeiras com base tecnológica receberam 2,3 mil milhões de euros em investimento e as focadas em medtech receberam pouco mais de dois mil milhões de euros.

Empreendedorismo um olhar sobre a evolução do ecossistema europeu

Nesta tabela é ainda relevante referir a entrada de indústrias como a proptech, com a criação da primeira holding deste género – a Spotahome.

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