Com apenas 26 anos, este empreendedor poderia ter ficado com a vida financeira estável para sempre caso tivesse vendido a sua start-up.

Há quatro anos, Quek Siu Rui teve de reunir a equipa da sua start-up para decidir se vendiam o projeto por 100 milhões de dólares (≈84,5M€). Nesta altura, Quek tinha apenas 26 anos e com este dinheiro não precisava de trabalhar para o resto da vida.

A start-up em questão é a Carousell, uma aplicação mobile utilizada para vender bens usados, tal como temos algumas plataformas em Portugal como o OLX ou o CustoJusto. As pessoas utilizam-na para vender tudo, desde carros usados a brinquedos.

A start-up, que já conta com seis anos de existência, opera em sete mercados diferentes, incluindo Singapura, Hong Kong e Austrália e, dentro desta região do globo, é uma das aplicações com mais utilizadores no segmento de mercados online.

Tendo em consideração o potencial da app, Quek preferiu continuar a trabalhar o projeto e decidiu não aceitar a oferta. “É uma oportunidade única na vida”, contou o cofundador numa entrevista.

A decisão não poderia ter sido mais acertada. Alguns anos depois da oferta de 100 milhões de dólares, a start-up é avaliada em cerca de 500 milhões de dólares (≈422,5M€). Esta avaliação vem no seguimento da start-up ter conseguido levantar uma ronda de financiamento de série C no valor de 85 milhões de dólares (≈72M€). O objetivo para este dinheiro passa por potenciar a expansão para mercados onde ainda não está presente e solidificar a sua presença noutros.

Segundo refere a Bloomberg, Quek inspirou-se no fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, que também se recusou a vender o seu projeto nos primeiros anos de existência e que, na verdade, é hoje um competidor da Carousell, visto que a rede social de Zuckerberg lançou o marketplace há relativamente pouco tempo.

Apesar disto, Quek não vê a entrada do Facebook neste negócio como um problema, mas sim como uma “validação de que o problema que estamos a tentar resolver é gigante”.

Em busca da inovação, a equipa da Carousell virou-se para o machine learning e inteligência artificial. O objetivo é melhorar a experiência dos utilizadores e diminuir o tempo de inserção de um anúncio. Com esta tecnologia, a app é capaz de reconhecer objetos, sugerir categorias que se adequem e um título para o anúncio. A equipa está também a trabalhar no sentido de disponibilizar um preçário para os objetos a serem vendidos.

O próximo grande passo da aplicação mobile, a implementar ainda este mêsserá incluir métodos de pagamentos dentro da app.

Quek referiu em entrevista que continuam a haver propostas para adquirir a start-up. No entanto, afirma que ainda não estão prontos para vender o projeto.

Comentários