A explosão do ecommerce continua e está em evolução. Para levar a sua presença no comércio eletrónico para o próximo nível, aproveite essas tendências emergentes.

As vendas de comércio eletrónico no retalho continuam em alta e a confiança dos consumidores já vai além da  faixa etária dos 18 anos. As condições estão favoráveis para as marcas com uma presença estabelecida no comércio online, mas isso não significa que seja suficiente. Em vez disso, as empresas que sobressairão serão aquelas que tiverem uma abordagem de futuro neste setor.

O ecommerce está a prosperar bastante porque as empresas acompanharam as mudanças tecnológicas e as expetativas do consumidor. Por exemplo, como as compras nos equipamentos móveis aumentaram em popularidade, quem trabalha com comércio começou a valorizar estes dispositivos. Aliás, as compras através do mobile constituíram a maioria das vendas de ecommerce em 2016, e estima-se que, em 2021, 72,9% das compras on-line será feita num dispositivo móvel.

As preferências de dispositivo não são a única evidência. Os métodos de busca também evoluem rapidamente, à medida que a tecnologia se torna mais sofisticada. De acordo com as previsões da ComScore, em 2020, 50% de todas as pesquisa serão feitas através da voz.

E é provável que mais pessoas façam as suas pesquisas de bens ou serviços via áudio: dispositivos como o Google Home Hub e o Amazon Echo Show estão a integrar pesquisa de voz e imagem para que os compradores possam ver o que estão a pedir. As lojas de ecommerce que não acompanhem este futuro próximo, ativado por voz, vão rapidamente perder terreno para os rivais.

Por outro lado, as empresas de comércio eletrónico também estão a fazer parcerias com processadores de pagamento para que as compras on-line causem o menor atrito possível. Ao oferecer opções de pagamento como o PayPal, Venmo ou Amazon Pay, os clientes podem deixar seus cartões de crédito na carteira e assim a compra torna-se ainda mais fácil.

Não importa o quão madura é a sua presença no ecommerce. É preciso olhar para a frente, estar atualizado e garantir o sucesso. Assim, para vingar na sua estratégia para 2019, aproveite estas três tendências emergentes.

1. Vender nas redes

Fazer um marketing eficaz tem tudo a ver com a otimização das mensagens que chegam ao público-alvo. É por isso, crucial contactar com a sua audiência onde esta passa mais tempo. Logo, se a base dos seus clientes está nas redes sociais é aí que deve estar 1/3 do tempo.

Se não está a vender nas redes sociais então está a perder uma grande oportunidade. A maioria das plataformas de redes sociais agora suporta botões integrados que transferem os utilizadores para o site de forma a concluírem uma venda, se for o caso, e aplicações como o Instagram e o Snapchat também já oferecem histórias comercializáveis.

Marcas internacionais como a Jordan, por exemplo, capitalizaram a sua imagem em eventos relacionados com oportunidades de comércio. Para o jogo NBA All-Star de 2018, a Jordan fez uma parceria com o Snapchat para oferecer códigos de acesso a uma venda exclusiva da edição especial do modelo Air Jordan III Tinker. Os utilizadores só poderiam receber o código se estivessem perto do Staples Center, em Los Angeles, e a verdade é que os ténis esgotaram em 23 minutos.

2. Misture a realidade do comprador

Tecnologias de realidade virtual/aumentada ainda não foram adotadas de forma mainstream, mas já foram feitos progressos nesse sentido. A Ikea, por exemplo, lançou uma aplicação que oferece aos clientes a possibilidade de verem como os produtos que pretendem comprar ficariam nas suas próprias casas.

A realidade aumentada e virtual provocarão uma mudança total no mundo do retalho tal como o fez a internet. Só que desta vez, muito mais rápido, dizem os especialistas.

A realidade aumentada pode não estar ainda em todo o lado, mas os vendedores de ecommerce que incorporam as capacidades desta na experiência de compra estão a ganhar uma vantagem significativa sobre seus concorrentes.

3.  Fortaleça a sua estratégia na Amazon

A Amazon estabeleceu um lugar proeminente no ecossistema de comércio eletrónico. O relatório “Future Shopper Report” indica mesmo que 68% dos compradores norte-americanos vai diretamente para o site quando procura produtos. Mesmo quando os consumidores planeiam comprar através de outro site ou loja online, 80% afirma ler os comentários na Amazon e consultar os preços.

Claramente, dominar a Amazon é crítico. Trevor George, fundador e CEO da Blue Wheel Media, a agência de marketing do marketplace, diz que a única maneira de os vendedores ganharem na plataforma é através de anúncios: “o futuro da Amazon é a publicidade, e se uma marca quer fazer dinheiro agora e no futuro, precisa de ser capaz de navegar nas plataformas de publicidade da Amazon”.

De acordo com aquele profissional, isso significa investir em ferramentas de licitação automática, como o Prestozon ou a Ignite, isolando os termos de pesquisa corretos. O boom do ecommerce não vai diminuir tão cedo e se quer capitalizar com isso, tem de pensar bem na sua estratégia para manter a sua marca à frente da concorrência.

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