Investir em start-ups em fase seed envolve pesquisa e conhecimento dos negócios. Confira as cinco etapas que não deve descurar nesse processo.

Boas ideias e com potencialidade para serem executadas estão por todo o lado, mas o desafio está em encontrar os poucos fundadores que têm a convicção de executar as suas crenças de maneira eficaz.

Existem muitos fatores a considerar antes de investir numa start-up como business angel, mas comece por colocar em prática o Top 5 das principais coisas que deve considerar.

Dominar o conhecimento
Como qualquer outro instrumento de investimento que exija algum nível de pesquisa, o investimento numa start-up também implica uma grande compreensão e conhecimento do setor para entender as nuances ocultas daquele negócio em particular. Também é imperativo pesar o “calibre” do fundador para perceber o seu entendimento do mercado, a abordagem e os planos futuros, tanto a curto como a longo prazo, como um fator de crescimento.

A maioria dos business angels fazem uma avaliação completa da start-up para compreender, a escalabilidade (poderão os fundadores executar efetivamente); a concorrência (se têm um alto risco técnico); ponto de saturação do mercado (a empresa tem um baixo risco de mercado, para dominar a uma quota de mercado); ROI (como anjos você tem uma saída); ou avaliação (se está a receber as avaliações corretas como um business angel ).

Está  comprovado que os business angels que apoiam empresas jovens, dentro das suas próprias áreas de domínio, têm uma taxa de sucesso muito maior comparativamente com outros que estão a apostar em tendências de mercado com base em opiniões externas.

Parceria com a causa
Um business angel precisa estar preparado para fazer parte desse ecossistema e apoiar a start-up com todos os recursos possíveis. É igualmente importante orientar os fundadores, fornecer oportunidades de networking e apoio moral, assim como apoiá-los financeiramente.

O investimento deles é mais do que puro investimento numa ideia ou numa start-up. Trata-se de investir o seu tempo, recursos, finanças, experiência e crença e estar preparado para apoiar a jornada dos jovens fundadores através de altos e baixos. E devem estar preparados para falhar em alguns investimentos.

Abordagem de portfolio
Esta é uma classe de ativos de risco. A lei dos pequenos números pode levar a uma perda completa de investimentos. É preciso lembrar que investir em start-ups tem tudo a ver com a aquisição de talentos e garantir que esteja no setor certo.

Um investidor deve tentar construir uma carteira de pelo menos 10 a 20 empresas e limitar a sua exposição a cerca de 10% dos ativos passíveis de investimento. As instituições financeiras maiores, que assumem riscos significativos, não tendem a alocar mais de 10%.

Como os business angels, não têm o poder de permanência ou o conhecimento financeiro, devem limitar o tamanho da exposição global para garantir a estabilidade.

Acompanhamento de investimento
Enquanto muitos dos investimentos podem não obter os retornos esperados, uma start-up no portfólio pode criar oportunidades suficientes para cobrir todos as apostas negativas. Um investidor anjo deve ter fundos de reserva suficientes para fazer um financiamento de acompanhamento sério na empresa que está a avançar bem para manter sua participação percentual durante a próxima rodada de financiamento.

Saída estratégica
A estratégia certa de saída pode realmente criar riqueza a um business angel. É importante ter uma estratégia voltada para o futuro com saída planeada para criar o ROI máximo (retorno sobre investimentos) de todas as empresas de investimento.

Conclusão
Globalmente, apenas cerca de 20 empresas, no universo das empresas de capital de risco, geram 95% dos retornos da indústria. São bem-sucedidos porque possuem o conhecimento exclusivo das caraterísticas das empresas vencedoras.

Muitos business angels preferem investir em start-ups com baixo risco de entrada no mercado e alto risco de desenvolvimento técnico.

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