Esta start-up está à procura de 150 mil euros para desenvolver um aparelho de bio-descontaminação e esterilização para equipamento laboratorial.

A Delox desenvolveu a dryVHP, uma tecnologia inovadora dentro da área da bio-descontaminação e esterilização de produtos.

Como surge
O projeto é um spin-off de uma investigação conduzida na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, resultado de uma parceria entre João Pires da Silva (químico) e Fernando Antunes (bioquímico).

Há três anos, Fadhil Musa, na altura aluno do mestrado de bioquímica, juntou-se aos dois membros com o propósito de desenvolver materiais de libertação de peróxido de hidrogénio, vulgo água oxigenada, para aplicações terapêuticas.

Do que seria uma simples mudança do protocolo resultou uma descoberta interessante. A equipa descobriu que os materiais desenvolvidos para libertarem baixas quantidades de peróxido de hidrogénio num longo espaço de tempo eram também capazes de libertar um grande volume deste composto químico num intervalo de tempo muito pequeno.

Necessidades para alavancar o projeto
Com esta descoberta, a Delox concebeu a tecnologia proprietária dryVHP, que irá resultar no desenvolvimento do aparelho de bio-descontaminação e esterilização para equipamento laboratorial, o atual objetivo da start-up.

Para atingir esta meta, a equipa está à procura de um investimento de cerca de 150 mil euros. Isto irá permitir desenvolver o produto e certifica-lo com a norma CE.

Para além de investimento, a Delox está atenta a possíveis apoios e mentoria, procurando sempre pessoas ligadas à área de bio-descontaminação e esterilização, de forma a conseguirem recolher mais informações e obter ajuda para validar os mercados.

A equipa está ainda há procura de uma terceira pessoa para se juntar ao departamento de investigação e desenvolvimento e mais um para a área de gestão e marketing.

Futuro
Apesar do mercado de entrada do projeto vir a ser o da bio-descontaminação de equipamento laboratorial, que não requer a certificações para além da norma CE, a Delox tem planos ambiciosos para o futuro.

Como nos escreve Fadhil Musa, depois de entrarem neste mercado, o plano é “desenvolver um aparelho de bio-descontaminação de espaços, como blocos operatórios e unidades de produção alimentar e de produção de medicamentos – saúde, indústria alimentar e farmacêutica. Para a saúde, ainda temos planeados dois aparelhos de esterilização de dispositivos médicos: um portátil para missões humanitárias em locais inóspitos, zonas de guerra e situações de catástrofe; e um aparelho de esterilização para hospitais de países desenvolvidos. Finalmente, um mercado de expansão a ter em conta será o da indústria espacial, onde um esterilizador de dispositivos médicos será desenvolvido para missões espaciais de longa duração”.

No entanto, os próximos objetivos a curto-prazo passam por tornar a patente provisória em definitiva e a prototipagem do primeiro aparelho de bio-descontaminação, para o qual precisam de investimento.

Delox solicita investidores para aparelho de bio-descontaminação

Resumo
Responsáveis
: Fadhil Musa, Fernando Antunes, João Pires da Silva;
Área: Bio-descontaminação e esterilização;
Produto: Aparelho de bio-descontaminação para equipamento laboratorial.
Mercado: Internacional.
Necessidade: Investimento/ Apoio e Mentoria.
Contactosfymusa@gmail.com

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