Destacamos dois negócios que marcaram a atualidade e o mês de outubro. Um deles ligado a uma empresa de software e outro à área das telecomunicações, mas ambos reveladores do dinamismo destes setores.

Nada melhor do que começar o primeiro dia de novembro com as notícias que marcaram a atualidade em termos de aquisições no último mês.

Se, por um lado, temos a maior aquisição de sempre de uma empresa de software, por outro, temos a compra de uma empresa de telecomunicações britânica. Conheça as mais recentes estratégias de crescimento da IBM e da Constructel, empresa do Grupo Visabeira.

IBM compra Red Hat por 34 mil milhões de dólares

É a maior aquisição de sempre de uma empresa de software. A International Business Machines (IBM) anunciou recentemente a compra da empresa de código aberto Red Hat, numa operação que está avaliada em 34 mil milhões de dólares, o equivalente a cerca de 29,8 mil milhões de euros (incluindo a dívida). De acordo com o Tech Crunch, o objetivo é reforçar a sua competitividade no mercado da cloud.

“Esta aquisição da Red Hat representa uma mudança de paradigma. A IBM passa a ser líder no fornecimento de soluções híbridas na cloud, oferecendo às empresas a única solução aberta capaz de extrair valor dos seus negócios na cloud”, disse a CEO da IBM, Ginni Rometty.

A responsável diz que pagou um “preço justo” pela Red Hat, já que se trata de uma empresa premium com um crescimento sólido das suas receitas e lucros. A Red Hat, especialista no sistema operativo Linux, continuará, contudo, a ser liderada por Jim Whitehurst.

O negócio entre as tecnológicas deverá estar concluído no segundo semestre do próximo ano 2019. A IBM, uma das tecnológicas mais antigas — com um valor de mercado que, atualmente, ultrapassa os 100 mil milhões de dólares (88 mil milhões de euros) — pretende, assim, inverter o ciclo de descidas de receitas.

Empresa da Visabeira compra prestadora de telecomunicações britânica

A Constructel, empresa do Grupo Visabeira, comprou a inglesa MJ Quinn. Esta aquisição segue a estratégia que a empresa de instalação de redes de telecomunicações e energia do grupo de Viseu tem implementado em vários mercados, e que passa pela aquisição de empresas locais como base para o desenvolvimento de negócio.

Com esta compra, a Constructel, com sede em França, fica com projetos em carteira, para executar nos próximos quatro anos, no valor de 400 milhões de euros.

Nuno Marques, presidente executivo do Grupo Visabeira, sublinhou estarem muito entusiasmados com a aquisição da MJ Quinn, uma vez que foi estratégica para o processo de consolidação da Constructel na Europa e, em particular, no mercado do Reino Unido. “A cultura corporativa e a visão de negócios de MJ Quinn estão muito alinhadas com as da Constructel e procuraremos o crescimento sustentável da empresa, tendo como foco, sobretudo, a satisfação dos seus clientes”, refere.

Já Mike Quinn, que se manterá como CEO da prestadora de serviços na área de telecomunicações britânica, adiantou que “a empresa se encaixa perfeitamente com a Constructel”. “O apoio do Grupo Visabeira permitirá alcançar os nossos objetivos de estabilidade e crescimento estratégico para o futuro”, acrescentou o líder da MJ Quinn, com sede em Liverpool e que emprega mais de 2 mil pessoas.

As operações da Constructel na Europa concentram-se em França, Alemanha, Bélgica, Dinamarca e Itália. A empresa da Visabeira tem contratos com os principais operadores de telecomunicações e energia, como a France Telecom (Orange), EDF (Electricité de France), GDF (Gaz de France), Belgacom (Proxymus), Deustsche Telekom (Alemanha), ENEL (Itália), TDC (Dinamarca), British Telecom (Reino Unido), Huawei e Ericsson, lê-se no mesmo comunicado.

Até ao presente, a Constructel distribuiu e entregou fibra a mais de 7,5 milhões de lares em toda a Europa.

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