É da natureza humana o sentimento de pertença. Se sentirmos que pertencemos a uma equipa e que esta cuida de nós, enquanto indivíduo e profissional, estaremos muito mais motivados a dar mais de nós diariamente. Cuidar dá significado ao nosso trabalho, à nossa existência enquanto pessoas e cria paixão pelo que fazemos pela nossa equipa.

Como as empresas ou equipas podem criar culturas, de forma a que os seus elementos se sintam motivados pelo cuidado com que são tratados?

As próximas 7 dicas aqui apresentadas, que são baseadas na minha experiência pessoal e profissional ao longo das duas últimas décadas, ajudam a responder a esta e a muitas outras questões.

Promover a liberdade responsabilizada. Certamente que as organizações têm processos e políticas “não negociáveis”, mas é importante tratar os seus elementos enquanto indivíduos que promovem experiências únicas dentro da organização. Mais do que autoridade “per si” é a incumbência de uma verdadeira responsabilidade pelo seu trabalho e a confiança que lhes damos para fazê-la!

Construir a verdadeira essência de uma equipa. Todas as pessoas gostam de sentir o espiríto de uma equipa unida, corente, forte, inquebrável. Equipas e empresas que cuidam, constroem este espírito e têm a capacidade de o mantar vivo e permanente ao longo do tempo. Equipas que cuidam, ajudam os colaboradores a entender como os seus esforços enquanto indivíduos afetam os restantes colegas, em especial os positivos. E por consequência afetam a organização como um todo.

Construir canais de comunicação transparentes. Equipas que cuidam têm como pedra basilar a comunicação clara e transparente a todos os seus elementos. Mais do que criticar alguém por aquilo que não fez, é não saber o que fazer! Cada elemento deve ter claro para si quais são as expetativas da organização em relação a si e de si para a organização. As comunicações claras e coerentes são práticas comuns das equipas e empresas que cuidam verdadeiramente dos seus elementos.

Tratar cada colaborador não só de forma igualitária, mas principalmente de forma justa. Igualdade de tratamento nem sempre significa um tratamento justo. Cada pessoa é diferente. Uns precisam de mais “atenção”, outros correm mais que uma gazela, outros às vezes precisam de motivação extra. E por isso, as equipas devem gerir os seus elementos com base naquilo que é “certo e justo” mais do que aquilo que está escrito!

Promover feedback construtivo e constante. A indiferença é o pior sentimento que se pode ter sobre alguém. Significa que desistimos dessa pessoa. Mesmo os melhores colaboradores, por vezes erram e desmotivam. Dar “amor duro” faz parte das grandes equipas. Aquele feedback de quem ama, cuida e não é indiferente. Mais tarde, a pessoa sabe que foi porque a empresa se preocupa com ela o suficiente para a levar atingir os seus objetivos e a realizar os seus sonhos.

Construir pilares fortes de envolvimento. Todas pessoas querem um futuro brilhante nas organizações onde trabalham, querem crescer, profissionalmente e pessoalmente. Querem estar e ser felizes. Melhorar o conforto das suas famílias. As empresas que cuidam genuinamente dos seus elementos, entendem que criar um futuro melhor para a empresa está diretamente dependente de construir um futuro melhor para todos os seus elementos. Esta é uma equação permanente nas empresas que estão genuinamente interessadas em cuidar dos seus elementos.

Reconhecer e encorajar em público. Significa que a equipa se preocupa e isso dá mais que razões para a pessoa também cuidar da sua equipa.  A forma de fomentar o melhor de cada um de nós é através do reconhecimento e encorajamento. Desperta o entusiasmo da pessoa e consequentemente da equipa. Elogiar traz saúde às empresas e equipas e um sentido genuíno de pertença. Traz felicidade!

Coloquem em prática estas dicas, mostrando-o diariamente. Cuidem das vossas equipas e elas cuidarão de vós!

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Sobre o autor

Sónia Jerónimo

Sónia Jerónimo tem mais de 20 de experiência na área da gestão e liderança de empresas ligadas às tecnologias de informação. Após a sua licenciatura em Economia, iniciou a sua carreira no mundo académico como professora nas áreas de Economia e Gestão na Universidade da Beira Interior. Acabou por ingressar no mercado empresarial quatro anos após esta experiência, tendo começado por liderar o Instituto Formação Prisma, do Grupo Altran. Pouco... Ler Mais