A Lobe é uma plataforma que facilita o processo de criar um bot dotado de inteligência artificial destinado a pessoas que não saibam programar. Conheça o projeto e saiba como o utilizar a seu favor.

De certeza que já teve uma ideia sobre como utilizar machine learning – ou inteligência artificial – para criar um negócio ou simplesmente potenciar algum aspeto de um projeto já existente.

Depois de termos mostrado como é que pode criar uma aplicação mobile sem precisar de escrever uma única linha de código, trazemos-lhe agora a possibilidade de criar um bot de machine learning sem necessitar de quaisquer competências de programador.

É isto que a Lobe faz. Através de uma plataforma simples de utilizar, dá acesso a ferramentas capazes de dotar um bot de inteligência artificial. As aplicações deste tipo de tecnologia são incontáveis, mas alguns exemplos expostos na plataforma mostram a sua utilização na identificação de instrumentos musicais ou na condução automatizada de drones.

Todo este processo de criação é tão simples que é descrito como apenas juntar algumas peças de LEGO: basta saber aquilo que pretende e alimentar o algoritmo com os ingredientes que quer que façam parte da sua receita.

Exemplo de utilização da plataforma para identificar os diferentes sons dos instrumentos musicais.

No exemplo da identificação do tipo de instrumentos musicais que estão a ser tocados, o criador desta funcionalidade só teve de passar os diferentes tipos de sons, e o respetivo instrumento tocado, ao algoritmo. A partir daqui, quanto mais informação for introduzida, maior o nível de precisão (mais informações sobre como utilizar a plataforma no vídeo abaixo).

Surpreendentemente, a ideia de criar a plataforma não foi de um informático especializado em inteligência artificial, mas sim de um designer de interfaces de utilizador (UI) que estava à procura de soluções dentro desta área.

Mike Matas, o cofundador e designer por trás da criação da plataforma, tentou começar a criar um bot por si só e apercebeu-se que, apesar das dificuldades iniciais com a matemática, com as palavras difíceis e com as estruturas, era algo intuitivo.

A partir daqui o problema de Matas passou a ser com as ferramentas que permitiam criar este tipo de funcionalidades. Numa entrevista ao TechCrunch, o designer explicou que “é preciso saber montar as peças e é preciso fazer download de muitas coisas. Sou uma daquelas pessoas que se tem de fazer muito trabalho, fazer download de uma data de coisas, simplesmente desiste”.

Foi a partir daqui que Mike Matas viu a sua oportunidade surgir: “enquanto designer de interfaces de utilizador vi a oportunidade de pegar em algo que é muito complicado e de o reestruturar de uma maneira percetível”.

A Lobe pode vir a abrir portas a criativos que não têm o conhecimento para criar um sistema deste género, mas que veem o potencial deste tipo de ferramentas. Esta situação é comparável aos computadores nos seus primeiros anos, onde apenas as pessoas que estavam dentro do assunto sabiam como os utilizar e criar negócios a partir deles.

Tal como os computadores se tornaram mais fáceis de utilizar devido aos avanços nas interfaces de utilizador, a Lobe vem facilitar o acesso a uma tecnologia ainda pouco conhecida, mas que – devido a plataformas como esta – poderá vir a ser do conhecimento geral em breve.

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