Há pouco mais de dois anos iniciei a minha colaboração com o Link to Leaders com um artigo a propósito da CPLP[1] – “A CPLP – um antídoto para o deficit?” [2]

Passados todos estes meses houve desenvolvimentos interessantes que demonstram a firme vontade dos Estados-membros em consolidarem a Comunidade e torná-la mais atrativa para os seus cidadãos.

Em termos de funcionamento e de organização, a CPLP tem conseguido cumprir com o que está previsto nos estatutos, o que consequentemente faz com que Cabo Verde e Portugal estejam atualmente a dirigir os destinos da Comunidade.

Assim, depois de termos tido o Brasil, de 2016 a 2018, a assumir a presidência rotativa da CPLP, temos, desde 17 de julho de 2018, Cabo Verde a presidir à organização, até 2020. Iniciou o seu mandato com a realização da XII Conferência de Chefes de Estado e de Governo, na Ilha do Sal, que se consubstanciou num grande sucesso, pois estiveram presentes todos os chefes de estado, com exceção de Timor-Leste, bem como pelo grande número de observadores associados que fizeram questão de participar e pelo conjunto de novos países que pretendem requerer idêntico estatuto.

Por outro lado, o embaixador Francisco Ribeiro Telles é desde 1 de janeiro o secretário executivo da CPLP[3], o que nos termos do Artigo 18.º (Secretário Executivo), dos estatutos da CPLP, representa para Portugal uma oportunidade de continuar a fazer a história da história da CPLP, mas agora como protagonista de um dos órgãos mais relevantes.

A realização da VIII Assembleia Parlamentar (AP-CPLP) decorreu nos dias 10 e 11 de janeiro, na cidade da Praia, em Cabo Verde, sob o lema “CPLP – Uma Comunidade de Pessoas” e pretende colocar a tónica naquilo que tem sido o grande lema da presidência Cabo Verdiana e que reside no firme propósito de levar avante a mobilidade das cidadãs e dos cidadãos no espaço geográfico nos Estados-membros.

A verdade é que enquanto não houver livre circulação de pessoas existirão obstáculos reais à cooperação profícua e permanente no ensino, na ciência e na educação. Também não será possível tornar a Organização competitiva no mercado global, enquanto não se efetuarem alterações à circulação de mercadorias, assim como mudanças nas pautas aduaneiras.

Para as cidadãs e para os cidadãos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa o futuro não pode continuar a ser adiado! Precisamos de uma Organização forte, robusta, competitiva e atrativa.

Para Nós, o Futuro está já aí!

 

[1] https://www.cplp.org/
[2] http://linktoleaders.com/cplp-um-antidoto-deficit
[3] https://www.cplp.org/id-2447.aspx

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Sobre o autor

Teresa Damásio

Teresa Damásio é Administradora Delegada do Grupo Ensinus desde julho de 2016, constituído por Instituições de Ensino Superior, o ISG, por Escolas Profissionais, o INETE, A Escola de Comércio de Lisboa e a Escola de Comércio do Porto, a EPET,... Ler Mais