Falar de lideranças construtivas, implica falar indiscutivelmente de cultura e identidade organizacional. A cultura organizacional deve ser uma prioridade estratégica das organizações, leia-se dos seus líderes.

De forma bastante simples, a cultura de uma organização traduz-se nos valores, credos e ideias que dão sentido à vida da organização e que se traduzem em comportamentos que têm de estar presentes, de forma coerente e consistente, no dia-a-dia de cada colaborador. A cultura organizacional molda a forma como tomamos decisões e como interagimos com os nossos pares dentro e fora da organização.

A construção de uma forte cultura organizacional e identidade é conseguida em função de comportamentos e comunicações ao nível da liderança.

As grandes empresas constroem diariamente uma cultura de diversidade e de inclusão, através de ações e comportamentos que criam ambientes onde os colaboradores se sentem envolvidos, respeitados, valorizados e ligados, trazendo o seu verdadeiro “eu” (ideias, perspetivas, partilha, conhecimento pessoal, por exemplo) para a organização.

Este ambiente é fundamental para o desenvolvimento de lideranças ativas, emocionalmente ligadas à gestão e à empresa, em suma, c-o-n-s-t-r-u-t-i-v-a-s!

Como podemos descrever estas ações e comportamentos?
São ações que promovem a construção de competências de gestão e de liderança futuras, criando compromisso e envolvimento. Isto é muito mais forte e poderoso do que apenas lhes dar objetivos para atingirem uma missão mensal, trimestral ou anual.

Este modelo exige outra forma de definir objetivos e avaliar performances e envolvimento dos colaboradores. Trata-se de desenvolver pessoas, equipas flexíveis e dinâmicas. Trata-se de construir “team players/leaders” mais de que meros executivos ou managers. Trata-se de um modelo completamente disruptivo face aos das empresas tradicionais. Envolve instrumentos que permitam  aos colaboradores desenvolver conceitos de “companheirismo” e construir sistemas internos que permitam as pessoas comunicar entre si, cooperarem de forma fácil e organizarem-se em torno de uma rede de equipas – “network of teams”!

Consequentemente, o modelo de avaliação da performance tem de estar para além de objetivos meramente quantitativos e tem de ser monitorizado em tempo-real, assim como o feedback tem de  ser constante, imediato e  interativo.

Fundamentalmente, as culturas organizacionais que promovem lideranças construtivas conseguem maior produtividade, resultados, criatividade e melhores taxas de crescimento.

Mas acima de tudo, conseguem ambientes de trabalho com cultura e identidade únicos que atraem os melhores profissionais e talentos. Em suma, são críticas para o sucesso!

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Sobre o autor

Sónia Jerónimo

Sónia Jerónimo tem mais de 20 de experiência na área da gestão e liderança de empresas ligadas às tecnologias de informação. Após a sua licenciatura em Economia, iniciou a sua carreira no mundo académico como professora nas áreas de Economia e Gestão na Universidade da Beira Interior. Acabou por ingressar no mercado empresarial quatro anos após esta experiência, tendo começado por liderar o Instituto Formação Prisma, do Grupo Altran. Pouco... Ler Mais