Quase ¼ dos business angels do Reino Unido admite que a área das fintech está no topo da sua lista de preferências de investimentos. Este é o número que o British Business Bank apresenta num relatório recente.

Na lista das start-ups britânicas mais promissoras que se dedicam a criar soluções ou produtos de base tecnológica aplicada ao mercado financeiro podemos encontrar a Revolut, a TransferWise e a GoCardless. Na lista das categorias mais apetecíveis para os investidores, aparecem os investimentos nas áreas de saúde e de ciências da vida.

O relatório do British Business Bank mostrou ainda uma centralização dos business angels do Reino Unido. Mais de 55% dos investidores deste género estão baseados em Londres e no Sudeste londrino, sendo que quase 1/3 dos investimentos são feitos na cidade.

Num comentário feito ao estudo, relativamente ao impacto destes investidores na economia britânica, o CEO do British Business Bank, Keith Morgan, afirmou que estes têm “um papel vital na economia, ao trazer capital ‘paciente’, experiência nos negócios e as habilidades para apoiar o crescimento de negócios mais pequenos”.

Este relatório foi  apresentado numa altura em que o British Business Bank lança um programa de cerca de 2,8 mil milhões de euros para unir esforços na comunidade das start-ups britânicas. O objetivo final deste fundo é poder competir com os investidores privados de Silicon Valley no que toca a criar a próxima geração de unicórnios.

Segundo o CEO daquele banco público britânico, as start-ups precisam deste tipo de capital a longo prazo para poderem chegar ao seu potencial máximo. “O Reino Unido tem um bom registo na criação de unicórnios, mas podemos fazer melhor”, acrescenta Morgan.

Este novo veículo de investimento vai operar da mesma forma que o Fundo Europeu de Investimento (FEI), ou seja, vai ser um fundo que injeta dinheiro em firmas de capital de risco – que posteriormente investem em start-ups.

E, tal como o FEI, o plano, a longo prazo, passa por tornar o veículo privado, de forma a que não seja preciso dinheiro público para fomentar o crescimento do mercado.

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