Matt Dunbar, um experiente empresário na área dos investimentos e business angel, partilhou os cinco pontos fulcrais que procura numa start-up.

Sendo fundador e atual diretor da VentureSouth e business angel na Upstate Carolina Angel Network, uma rede norte-americana de “investidores anjo” da qual é diretor geral, Matt Dunbar revelou as cinco características mais importantes que procura numa start-up.

Geografia

Tal como muitas redes de business angels e grupos de capitais de risco há um foco especial por start-ups locais. A razão para a preferência por empresas locais prende-se com o facto de ser mais fácil, em termos logísticos, de acompanhar, visitar e ter reuniões com as equipas das start-ups. Mas esta não é a única razão. Para além da área de empreendedorismo oferecer bons retornos em termos de capital, é um bom condutor para criar novos postos de trabalho e gerar riqueza. Por esta razão, Dunbar refere que tem preferência em investir em empresas que pertençam à sua comunidade, com o objetivo de ajudar a economia local. Dos investimentos feitos através da Upstate Carolina Angel Network, metade foram feitos na Carolina do Sul e quase um terço foram feitos na Carolina do Norte.

Equipa

Segundo o business angel, no mundo dos investimentos de capital de risco dá-se, por norma, mais importância à equipa do que propriamente à ideia ou à tecnologia em si mesmo. No pólo “o jockey é mais importante que o cavalo”. É esta a expressão que Dubar utiliza para ilustrar esta ideia. Obviamente que a ideia, a tecnologia e o mercado em que a start-up se insere são importantes, no entanto, o investidor refere que procura equipas que sejam uma rara combinação de “insight, credibilidade, motivação, resiliência e engenho”. Tendo em conta que no mundo das start-ups os desenvolvimentos custam duas ou três vezes mais dinheiro que o planeado, os business angels  querem apostar em equipas resilientes que consigam sobreviver a momentos bons e maus.

Etapa

Apesar desta rede de business angels que atua nos estados da Carolina do Norte e do Sul apostar na sua maioria em start-ups que ainda estejam numa fase embrionária, Dunbar esclarece que não apostam em apenas uma ideia ou numa tecnologia. Os empreendedores têm de estar dispostos a desenvolver a ideia ou a tecnologia e construir uma empresa a partir da mesma. Testar os produtos com clientes verdadeiros e planear um plano de negócios robusto e à prova do mercado são algumas das experiências que os empreendedores têm de passar. Na maioria dos casos, Dunbar e os restantes business angels da sua rede, esperam que as empresas aspirantes a receber um investimento já tenham algum retorno para que, depois de receberem dinheiro, consigam ter equilíbrio financeiro.

Indústria

Visto que a Upstate Carolina Angel Network tem mais de 220 investidores, há uma grande probabilidade de pelo menos um dos membros ter experiência em qualquer tipo de indústria em que as start-ups se possam inserir. No entanto, Dunbar avisa que a empresa tem uma vantagem atrativa e defensível em relação aos seus competidores. Há também um interesse por start-ups que tenham como possível objetivo vender o negócio, visto que os investidores geralmente só ganham dinheiro com a venda da start-up a uma empresa maior.

Estrutura

Por último, é importante que os investimentos sejam estruturados de maneira a que haja a possibilidade de gerar um grande retorno para o grupo de investidores. Dada a alta probabilidade de uma start-up não conseguir singrar no mercado, os business angels têm de construir um portefólio de oportunidades que têm grandes possibilidades de gerar retorno. Por esta razão, Dunbar refere que a sua rede tem bastante precaução em relação ao preço, que por norma oscila 800 mil e os 3,5 milhões de euros, que estão dispostos a pagar. Procuram também start-ups que tenham o potencial de gerar uma taxa de 50 porcento de retorno.

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