O lucro dos business angels espanhóis por iniciativas no estrangeiro cresce ano após ano. É esta a conclusão do relatório Business Angels Aeban 2017 elaborado pela Associação Espanhola de Business Angels e a IESE Business School.

Três em cada dez investidores espanhóis apostaram em start-ups com origem internacional durante o ano passado, face aos 29% que o fizeram em 2015, conclui o relatório Business Angels Aeban 2017 elaborado pela Associação Espanhola de Business Angels e a IESE Business School.

Segundo o relatório citado pelo El Economista, o número de business angels que investiram em iniciativas de origem espanhola diminuiu 13%, sendo Madrid, Catalunha, Comunidade Valenciana e Andaluzia os principais focos.

Por outro lado, com o objetivo de dar a conhecer dados, na maioria dos casos desconhecidos, sobre a valorização dos investimentos neste tipo de empresas, o estudo estabelece uma distinção entre fase semente e a etapa start-up. Assim, nas operações num estado inicial, a média de valorização que oferecem as estimativas situa-se nos 800 mil euros, número que duplica para 1,7 milhões de euros quando a start-up alcança o mercado.

Portanto, em termos gerais, a valorização média de uma start-up espanhola é de 1,2 milhões de euros, face aos 4,3 milhões de valorização média de uma empresa deste tipo nos Estados Unidos. Além disso, há uma diferença significativa no mínimo de valorização, já que em Espanha este dado se situa à volta dos 3 mil euros, enquanto nos EUA é de 208 mil euros. Não obstante, a valorização máxima é semelhante em ambos casos e superior a 20 milhões.

Quanto aos setores de investimento, destaca-se o Comércio Eletrónico e as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC). Isto deve-se, segundo o presidente da Aeban, José Herrera, “ao facto de serem setores muito escaláveis”.

Breve período de investimento

A experiência acumulada dos investidores espanhóis mostra que ainda é um mercado em desenvolvimento e relativamente crescente. Com efeito, 8% deles iniciou-se no investimento angel no ano de 2016, enquanto que 56% tem uma experiência de entre um e cinco anos. Contudo, só 5% se dedica a esta atividade há mais de 15 anos.

Por outro lado, quando se trata de apostar numa start-up, confirma-se que os business angels coinvestem com uma ampla variedade de sócios. A opção investir sozinho continua a ser uma prática minoritária, escolhida só por 6% dos investidores espanhóis, enquanto que 85% deles o faz em conjunto com outros business angels. Na verdade, o financiamento público constitui o segundo “sócio” para este tipo de investidores e os fundos de capital risco o terceiro.

A respeito dos fatores que poderão aumentar os investimentos durante o presente ano, o aparecimento de uma oportunidade extraordinária impõe-se como a primeira circunstância. Em paralelo, a chegada de maior liquidez através de um desinvestimento é o segundo motivo que os incentivaria a investir mais, enquanto que para 34% dos business angels é muito relevante dispor de uma boa regulamentação fiscal. Em contrapartida, para quatro de cada dez investidores, afasta-os o facto de se encontrarem com uma equipa empreendedora pouco capacitada para gerir a empresa. Por último, e com respeito aos incentivos fiscais, só 27% dos business angels os utiliza, número semelhante ao de anos anteriores.

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