A start-up holandesa SpaceLife Origin tem como missão assegurar o futuro das gerações humanas através de três missões. Uma delas passa por “dar à luz” o primeiro bebé extraterrestre.

O espaço tem sido um tema de interesse para empreendedores internacionalmente conhecidos como Elon Musk, Jeff Bezos e Richard Brason. Os três magnatas têm desenvolvido tecnologia que, dentro de algumas décadas, nos permitirá explorar e – potencialmente – colonizar novos mundos.

Contudo, há um desafio que ainda não foi abordado por nenhum destes futuristas e que, caso faça parte do futuro da Humanidade emigrar para novos planetas, é fundamental resolver: o da reprodução.

É aqui que entra a SpaceLife Origin, uma start-up biotecnológica holandesa que tem como missão, a curto-prazo, aprender a conceber vida fora da Terra. A longo-prazo, o objetivo consiste em assegurar o futuro das gerações humanas fora do nosso planeta natal. Para atingir este fim, a empresa tem um programa com três missões agendadas.

A mais próxima é a “Ark”, que se vai realizar em 2020. A ideia passa por assegurar a descendência humana dentro de um satélite, que estará em órbita a uma distância de 480 metros da Terra e que vai conter mil tubos com células de reprodução humana. Aquecimento global, guerras nucleares, sobrepopulação, inteligência artificial autónoma e falta de água são alguns dos argumentos usados por esta iniciativa que, no seu website, defende que nos devemos “preparar para o pior”. Os potenciais interessados em salvaguardar a sua descendência podem inscrever-se por preços que oscilam entre os 26 mil e os 110 mil euros.

A segunda missão está agendada para 2021. Nesta, será testada a incubadora especial de embriões – que está em desenvolvimento – ao levar células reprodutores femininas e masculinas para fora da atmosfera terrestre. O objetivo da missão “Lotus” é experimentar a conceção e desenvolvimento inicial dos embriões num ambiente totalmente diferente. Quatro dias depois da conceção as incubadoras voltaram à Terra, onde a equipa da SpaceLife Origin fará uma análise cuidada aos primeiros vestígios de vida humana.

A grande inovação espera-se que chegue daqui a cinco anos, quando a equipa tentar criar o primeiro bebé extraterrestre. Isto será feito na missão “Craddle”, onde uma grávida será acompanhada por uma equipa de médicos para dar à luz a 400 quilómetros de distância da superfície terrestre. Ainda não se sabe os custos, preços, termos e condições desta última missão, mas a start-up holandesa adianta que vai relevar mais informação numa fase mais avançada do projeto.

Egbert Edelbroek, chief strategy and Innovation officer da SpaceLife Origins, refere no website da empresa que esta última missão será “um pequeno passo para um bebé, mas um passo de bebé gigante para a Humanidade”.

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