O presidente do BBVA avançou que a entidade irá adquirir mais start-ups ou investir em participações em algumas destas empresas para impulsionar a sua transformação digital, como tem feito desde 2011. Estas aquisições, segundo Francisco González, complementam a estratégia do banco.

BBVA acelera a sua transformação tecnológica com a ajuda das start-ups do mundo Fin Tech – abreviatura de tecnologia financeira. A noticia foi avançada a partir de Silicon Valley, depois do Conselho de Administração do banco se ter mudado para São Francisco para trabalhar em estreita colaboração com empresas tecnológicas e especialistas da área.

“Estamos num momento interessante, a combinar o melhor talento bancário com o melhor talento digital e a criar uma nova tribo de profissionais que irão impulsionar a transformação do setor bancário a nível global”, explica o presidente do BBVA, Francisco González, referindo-se à evolução que a entidade financeira está a levar a cabo com a colaboração de start-ups que operam na área Fin Tech.

No âmbito de uma reunião em São Francisco, o Conselho de Administração do BBVA aproveitou para trabalhar com especialistas e empresas que estão na vanguarda da mudança e que, em alguns casos, já colaboram com o banco.

“São Francisco é o mais importante pólo de inovação mundial”, diz González, que explica que o objetivo é trabalhar com especialistas e empresas que estão na vanguarda da mudança e transformação. A inauguração de um novo escritório em São Francisco tem permitido colocar em contacto as equipas de Vendas Digitais e Marketing com a Spring Studio, empresa especializada na melhoria da experiência do utilizador que a instituição financeira adquiriu no ano passado.

“Trabalhamos, investimos e adquirimos empresas que complementem a nossa estratégia e acelerem a nossa transformação. Estes investimentos são relevantes para as oportunidades que nos são oferecidas: entrada em novos mercados, atrair talentos e desenvolver novos modelos de negócios”, disse o presidente do BBVA.

Atom, o primeiro banco exclusivamente móvel do Reino Unido, é um dos recentes investimentos do BBVA. Nos EUA, o BBVA adquiriu a Simple, uma entidade com experiência no utilizador muito diferenciada. “O seu CEO, Josh Reich, tem estado a trabalhar nas últimas semanas com o Conselho e os planos da Simple são muito promissores”, adianta González.

A prioridade estratégica do BBVA é precisamente melhorar a experiência do utilizador. É nela que o grupo tem trabalhado nos últimos anos, de forma a que os clientes tenham hoje à sua disposição uma multiplicidade de funcionalidades e aplicações.

O BBVA tem 17,2 milhões de clientes digitais, mais de 20% do que há um ano. Destes, 11 milhões recorrem ao mobile, o que representa um crescimento de 41%.

González acredita que a mudança é contínua, portanto, o trabalho conjunto entre o melhor talento bancário e o digital está muito presente, pelo que o BBVA vai continuar a investir em novas start-ups.

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