Ter boa imagem empresarial é fundamental para uma performance de sucesso. Por isso, todo o cuidado é pouco e há erros que deve evitar quando se trata de criar uma reputação positiva.

As empresas tendem, cada vez mais, a fazer estudos de mercado para avaliarem a imagem que têm junto dos seus acionistas, parceiros de negócio ou, em suma, de todos os grupos de pessoas com quem, de alguma forma, têm relação através dos seus serviços ou produtos.

Quando o assunto é imagem e reputação, cada empresa tem os seus problemas específicos. Mas existem alguns pontos em comum que identificam as caraterísticas que mais frequentemente as fragilizam aos olhos da opinião pública. As empresas com pior reputação geralmente possuem, pelo menos, um destes três comportamentos: estão ocupadas demais, são demasiado autoritárias ou só olham para o próprio umbigo. Veja se é o seu caso e tome medidas para ultrapassar o problema.

Empresas demasiado ocupadas.
Estas empresas parecem não ter tempo para os seus stakeholders. Trabalham em sectores económicos dinâmicos e demonstram uma grande apetência para “fazer as coisas à sua maneira”, mesmo quando se trata de encontrar soluções que tenham de estar de acordo com as necessidades de todos. Regra geral, nas empresas com este tipo de perfil falta uma liderança com visão mais estratégica, já que passam muito tempo a remediar problemas de última hora. A probabilidade de serem vistas, pelos accionistas, como um problema e não como fonte de resolução de problemas, é grande.

Empresas demasiado autoritárias.
Geralmente são empresas grandes e poderosas, muitas vezes absorvidas pelo próprio poder. Tendem a estabelecer uma ligação quase simbólica com os parceiros e têm pouco tempo para ouvir. Consideram-se profissionais e dedicadas mas, regra geral, são vistas pelo mercado como empresas com pouca humildade e pouco ligadas aos públicos a que querem chegar. Não aproveitam as capacidades e o papel que os acionistas podem ter no seu crescimento e sucesso e não pedem conselhos.

Empresas que olham demasiado para o próprio umbigo
As escolhas deste tipo de empresas revelam, normalmente, que colocam os seus interesses à frente dos da sua comunidade e dos clientes. Os relatórios de desempenho são pouco informativos e, não raras vezes, as relações com os stakeholders são oportunistas. Não chamam muito a atenção para garantir que os seus lucros ficam longe dos olhares públicos. Quando os comportamentos menos corretos vêm à tona, sobretudo quando os executivos ganham dinheiro à custa dos cofres públicos ou da segurança dos colaboradores, a comunidade perde a confiança na empresa.

No lado oposto, encontramos as empresas que conseguem criar uma boa imagem e reputação. Também nessas existem alguns pontos em comum, a começar pelo facto de terem uma relação saudável com os seus parceiros. Tentam entender quem são, o que fazem e quais são as prioridades. Os seus líderes comunicam de forma proativa e mantêm um diálogo construtivo, respeitoso e constante. Acreditam na capacidade das parcerias para resolver problemas. Existirão ocasiões em que as relações de parceria exigem “dar e receber”, de ambos os lados, mas são fases que servirão, certamente, para reforçar o respeito entre as partes.

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