Está a pensar em investir numa start-up? A sua próxima grande aposta poderá ser numa equipa liderada por uma mulher.

As diferenças salariais entre homens e mulheres já estão bem documentadas. Estudos internacionais apontam para que as mulheres recebam 20% menos do que os homens e em Portugal a situação não é diferente.

Dados do Eurostat relativos a 2016 apontam para uma diferença salarial entre géneros na ordem dos 17,5%. Neste campo, a média da União Europeia é de cerca de 16,2%. E no que toca a receber investimento para um projeto?

O Boston Consulting Group (BCG) analisou este problema. Num estudo intitulado “Why Women-Owned Startups Are a Better Bet” (A razão para as start-ups de mulheres serem uma aposta melhor), a BCG pegou em cinco anos de informação recolhida por uma rede global de aceleradoras. No total, foram analisadas 350 empresas, sendo que 258 foram fundadas (ou cofundadas) por homens e 92 por mulheres.

Surpreendentemente, o estudo chegou à conclusão de que apesar das mulheres terem menos acesso a capital para potenciar os seus negócios, estas são mais eficazes a gerar receitas.

Enquanto que os negócios fundados – ou cofundados – por mulheres recebeu em média cerca de 810 mil euros em investimento, os liderados por homens mais que dobram este valor, atingindo os 1,8 milhões de euros.

Apesar desta discrepância entre os dois géneros, as mulheres parecem ser mais eficientes no que toca a gerar receitas. Segundo o estudo, os negócios com pelo menos uma mulher cofundadora geram mais 10% de receitas num período de cinco anos.

Dados do estudo da BCG mostram ainda que as mulheres também são mais capazes e eficientes a transformar o dinheiro dos investimentos em retorno. Enquanto que por cada dólar investido, os fundadores homens só conseguem devolver 31 cêntimos, as mulheres geram 78 cêntimos.

A falta de financiamento das empresas com liderança feminina pode explicar o facto de apenas um em cada dez unicórnios terem sido fundados por mulheres.

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