Conheça cinco profissões que nasceram com start-ups e que vão começar a ser aplicadas nas grandes empresas.

Nos dias que correm é comum as grandes empresas dizerem que operam – e sempre operaram – como uma start-up. Isto faz sentido na medida em que as corporações tentam sempre ajustar-se aos modelos que parecem funcionar melhor e, por norma, são as start-ups que abrem o caminho para este tipo de inovações.

Pegando numa escala de tempo mais alargada, esta evolução pode ser vista na indústria automóvel. No início do século passado, Henry Ford deu o mote para aquele que viria a ser o modelo de construção dos carros e as restantes marcas que se seguiram começaram a adotar os mesmos processos. Entretanto, a Toyota criou uma metodologia mais sofisticada e é, atualmente, vista como a marca mais eficiente na produção de carros. Num futuro próximo, se as expetativas de Elon Musk forem cumpridas, a Tesla poderá vir a tornar-se na fabricante mais competente.

A ideia a retirar é que, atualmente, as start-ups dão o exemplo às grandes empresas sobre como operar. Exemplo esse que poderá ser dado através da criação de postos de trabalho que anteriormente não existiam, mas que são fundamentais para o desenvolvimento de certos tipos de projetos.

Por estas razões, há cinco profissões que poderão vir a ser implementadas pelas grandes empresas:

Gestor de customer sucess: Qual é o nível de satisfação mínimo necessário para que os clientes continuem fiéis a uma marca? Esta é uma questão importante a ser respondida por certas organizações que necessitam de manter os seus clientes “suficientemente satisfeitos” para que voltem a pedir os seus serviços ou comprar os seus produtos. Apesar de poder parecer estranho a quem trabalha em grandes organizações, algumas start-ups delegam este cargo de forma a aumentarem os lucros e terem a certeza que os clientes vão voltar.

Growth hacker: Como é que o meu projeto pode crescer de forma sustentável através das vendas? Esta é a pergunta a que um growth hacker de uma start-up tem de responder. Os profissionais que exercem este cargo utilizam plataformas de analytics que lhes permitem medir o desempenho e fazer experiências para aumentar os resultados positivos ou alterar a estratégia implementada pela start-up.

Community manager: Um profissional que exerça este cargo tem como objetivo gerir as pessoas que trabalham para uma empresa, de forma a que todos tenham as suas metas alinhadas e trabalhem com uma visão holística, e manter um relacionamento estável com os clientes que seguem a marca. Isto é conseguido através da comunicação com os vários colaboradores e com a criação de conteúdo atrativo no blog corporativo.

Agile coach: Estes profissionais atuam com a finalidade de consolidar e difundir as técnicas e a filosofia das ferramentas ágeis de gestão de projetos. Este trabalhador é, muitas vezes, um antigo programador que passou a estar encarregue de ser o treinador da equipa, ou seja, gere e supervisiona os programadores da empresa com o propósito de manter os colaboradores alinhados.

– Especialista em employer branding: No universo das start-ups, a cultura da empresa é um bem extremamente valorizado e não é qualquer trabalhador de recursos humanos que consegue executar este trabalho. É neste campo que entra o especialista em employer branding, que tenta manter os valores com que a start-up começou e partilhá-los com os novos colaboradores.

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