A presidente e COO da SpaceX consegue superar a ambição de Elon Musk. Para Gwynne Shotwell, colonizar Marte não é suficiente.

A presidente e diretora de operações (COO) da SpaceX, Gwynne Shotwell, deu a conhecer a sua ambição para a empresa na edição de 2018 da TED Conference, que decorreu na quarta-feira, em Vancouver,  Canadá.

Shotwell não tem um trabalho fácil. Para além de reportar diretamente a Elon Musk, que é conhecido por estabelecer prazos que muitas vezes não são exequíveis, tem de fazer com que a insaciável visão do criador da Tesla seja colocada em prática.

Numa altura em que a conceção de Musk para o futuro é das mais ambiciosas da Humanidade, não esperamos encontrar alguém lúcido – especialmente dentro do ramo e com poder para tomar decisões – com planos que ultrapassem esta visão.

Surpreendentemente, o mundo ficou a saber que o objetivo da SpaceX não passa apenas por colonizar Marte. Para a presidente da empresa, aterrar um foguete em Marte, ou até chegar a planetas distantes como Saturno ou Plutão, não é suficiente. Em vez disso, Shotwell revelou que a finalidade passa por encontrar “quem quer que esteja noutros sistemas solares”.

“Está é possivelmente a primeira vez que ultrapasso a visão de Elon”, referiu a presidente da empresa liderada pelo visionário norte-americano.

A SpaceX tem na agenda começar a levar humanos a Marte durante a próxima década. Esta missão tem como finalidade assegurar a sobrevivência da nossa espécie, na eventualidade da Terra vir a ser destruída.

As resoluções da SpaceX não passam apenas pela colonização ou exploração do Espaço. A empresa de Musk planeia introduzir um serviço com a tecnologia aeronáutica já desenvolvida e que levará passageiros à volta do mundo em menos de uma hora. Com esta solução, uma viagem entre Nova Iorque e Paris demoraria apenas 30 minutos. Isto será introduzido durante a próxima década.

Existe ainda o projeto de enviar satélites para órbita com o objetivo de criar um serviço de Internet. Durante a conferência, Shotwell referiu que este é “o projeto mais desafiante” que a empresa já teve e estimou que terão de ser gastos cerca de 10 mil milhões de dólares no processo. Apesar da existência deste plano, ainda não há ideia de como transformar isto num negócio.

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