Impact Hub e Montepio apresentaram hoje um novo projeto de empreendedorismo de impacto social e ambiental, o Impact Hub Lisbon, que dará acesso a uma rede nacional e internacional de parceiros, recursos e programas.

É nas instalações do Museu da Carris, em Alcântara, que vão nascer as próximas start-ups portuguesas de impacto social e ambiental. Foi este o local escolhido pelo Impact Hub Lisbon e pela Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) para a instalação desta incubadora de cariz social.

Com o objetivo de apoiar os melhores projetos de empreendedorismo de impacto social e ambiental, o Impact Hub Lisbon dá acesso a uma rede nacional e internacional de parceiros, recursos e programas, e conta com o apoio da CEMG enquanto banco da economia social.

As instalações do Impact Hub Lisbon, em Alcântara, terão espaço para 150 pessoas, divididas entre cowork, escritórios privados e lounge, e integram salas de reuniões e uma zona para eventos. Qualquer empreendedor pode fazer parte da comunidade Impact Hub Lisbon e as empresas podem ter um Hub privado, para três a quatro pessoas.

Os membros desta comunidade podem ainda beneficiar de programas de incubação, aceleração e scaleup, bem como de eventos e programas de formação feitos à medida das suas necessidades. E a partir do momento que internacionalizam os seus projetos passam a ter acesso a um espaço de trabalho onde quer que exista um Impact Hub, seja em Lisboa, ou em qualquer outra das mais de 80 cidades.

“Portugal está estrategicamente posicionado para ser uma referência a nível internacional no empreendedorismo de impacto, quer devido ao seu posicionamento geográfico, reunindo assim todas as condições para ser um Hub entre a Europa/África e as Américas, quer a nível de acesso à inovação. Os empreendedores portugueses são dos mais inovadores a nível mundial e, muitas vezes o que lhes falta é um pouco de ambição, apoio e ajudar no passo de internacionalização e crescimento. É essa a diferença que queremos trazer”, afirma Filipe Portela, Lead Entrepreneur do Impact Hub Lisbon.

João Lopes Raimundo, administrador da CEMG, refere que “acreditamos que as start-ups são um motor de inovação e de crescimento económico, de competitividade e de criação de emprego qualificado, e acreditamos que estas start-ups dedicadas à economia social têm ainda outra valência: resolverem problemas sociais ou melhorarem a forma como as sociedades se solidarizam, aos mais diferentes níveis. Por isso, há um alinhamento total entre o que é a atividade da CEMG e o Impact Hub no apoio a iniciativas de impacto nacional e internacional, de modo a que estas se tornem atividades sustentáveis e capazes de enfrentar com sucesso os desafios sociais e ambientais atuais e futuros”. E acrescenta ainda: “Queremos apoiar a criação da Farfetch da economia social”.

A CEMG, já reconhecida pela sua vertente de economia social, tem vindo a patrocinar diversos projetos de empreendedorismo social e a acompanhar outros de elevado potencial de impacto e escala como são o caso do Color Add, da Academia de Código ou do Speak. Através desta nova parceria, a CEMG pretende apoiar o desenvolvimento de novas start-ups de impacto, estando presente nas suas várias fases como júri de ideias ou como mentor, e promovendo o cowork e o networking, de forma a acompanhar a sua progressão no sentido da sustentabilidade e do impacto duradouro das soluções sociais e ambientais que criam. A isto junta-se uma oferta de produtos e serviços financeiros necessários para apoiar os empreendedores na correta gestão dos seus projetos.

O conceito Impact Hub nasceu em Londres, em 2005, e trata-se de uma rede global de pólos de inovação e desenvolvimento de projetos que visam a transformação da sociedade – desde a sua fundação já nasceram mais de 1.200 startups e foram criados cerca de 3.500 postos de trabalho a tempo inteiro. O Impact Hub tem mais de 15 mil membros espalhados por 80 cidades, que formam a maior comunidade de empreendedores de impacto a nível mundial.

Em Portugal, e depois da inauguração em Lisboa, os responsáveis do Impact Hub planeiam a expansão pelo país e a abertura de uma escola num formato não-tradicional.

 

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