As alterações no mundo empresarial estão a mudar a relação entre empresas e colaboradores. A flexibilidade no ambiente de trabalho parece estar a conquistar os dois lados. Veja algumas das vantagens para as empresas promoverem o trabalho flexível.

“A conciliação entre a vida profissional e a vida familiar tem vindo a tornar-se cada vez mais importante e é evidente que proporcionar aos colaboradores um maior controlo do seu próprio horário de trabalho lhes traz benefícios que se refletem em vantagens para o negócio. Na era de disrupção contínua e enorme competitividade em que vivemos, este é um aspeto que nenhuma empresa se pode dar ao luxo de ignorar”, alertou Josep Maria Raventós, Country Manager da Sage.

A pensar nesta realidade, a empresa realizou uma pesquisa  junto de 3500 colaboradores, a nível mundial,  e identificou os principais motivos que levam os líderes empresariais a promoverem o trabalho flexível.  80% do inquiridos valorizam a possibilidade de um trabalho flexível e remoto, facilitado pelas novas tecnologias, que lhes permita  a gerir mais eficazmente as suas responsabilidades laborais e pessoais.

A  Sage avança, assim, com sete razões para que os líderes empresariais aceitem as vantagens de proporcionar um trabalho mais flexível aos seus colaboradores:

  1. O mundo laboral mudou

Conjugar vida profissional e pessoal já está no topo das prioridades dos trabalhadores. Hoje, é prática corrente fazer reuniões virtuais ou trabalhar a partir de casa.Por ouro lado, as responsabilidades laborais são frequentemente multifuncionais, o que implica muitas vezes, a interação com pessoas em fusos horários diferentes. Logo, devido ao novo perfil do universo laboral, as  empresas devem estar preparadas para aceitar estas mudanças se querem ter colaboradores motivados e  envolvidos.

  1. Disputa por talentos

A atrair e reter talento é cada vez mais difícil, sobretudo em setores em tecnológicas, onde a escassez de mão-de-obra qualificada é uma realidade. Também por isso, os profissionais destas áreas podem ser mais seletivos e o seu desejo de flexibilidade no trabalho pode constituir um fator-chave. Um um estudo recente revelou que 54% das pessoas considerariam mudar de emprego isso significasse maior flexibilidade.

Desta forma, parece ser um dado adquirido que as empresas que adiram a formatos laborais mais flexíveis, irão certamente, atrair os melhores talentos e conseguir níveis mais elevados de retenção. Esta poderá ser a diferença entre o sucesso e o fracasso.

  1. Trabalho flexível estimula a produtividade

A maioria dos profissionais que trabalha 40 horas semanais refere ser produtivo apenas em 3,75 dias, dos 5 dias laborais. Este é mais um indicio de como a produtividade da força de trabalho tem vindo a tornar-se uma questão global. A pesquisa da Sage demonstra que os colaboradores trabalham tipicamente apenas 30 horas por semana, o que significa que existe um dia em que apesar de estarem fisicamente na empresa, não estão efetivamente a trabalhar.

  1. O trabalho flexível mostrando que a empresa confia os colaboradores

A análise da Sage revelou, por outro lado  que os colaboradores desejam sentir-se valorizados e reconhecidos. Dois terços (66%) dos inquiridos considera que este é o aspeto mais importante do seu dia-a-dia no trabalho, mais em alguns casos do que as regalias que possam ter no escritório.

Ao permitir que trabalhem “à sua maneira”, mostra-lhes que são um membro valorizado e de confiança da equipa, motivando-os a darem o melhor de si e a serem mais produtivos.

  1. Melhora o bem-estar dos colaboradores

Também a saúde e o bem-estar dos trabalhadores tem vindo a tornar-se uma prioridade para as empresas, e uma vertente fundamental para os próprios colaboradores.

Mais de um terço dos colaboradores entrevistados pela Sage (39%) considera que os recursos humanos e as equipas responsáveis pelas pessoas poderiam fazer mais para melhorar o bem-estar no trabalho. Também neste caso, o trabalho flexível pode ajudar a reduzir o stress, por exemplo, acabando com as corridas loucas para os transportes.

  1. Os colaboradores exigem flexibilidade

De acordo com a Fuze, quase 50% dos trabalhadores, de todas as gerações, gostariam de beneficiar de mais mobilidade no seu trabalho, e esta percentagem cresce para 70% nos trabalhadores entre os 16 e os 44 anos de idade. Ou seja,  querem ter flexibilidade para poder ir levar e buscar os seus filhos à escola, começar e terminar o trabalho cedo, ou ir a uma consulta médica sem receio de serem chamados à atenção. Assim, as empresas só terão a  ganhar se ouvirem e responderem adequadamente aos desejos dos colaboradores.

  1. A revolução tecnológica

A possibilidade de implementar o trabalho remoto é outro facto que permite que os colaboradores não precisem de estar fisicamente no escritório para trabalharem com eficácia.
Atualmente, a maior parte dos colaboradores dispõe de tudo o que precisa no seu smartphone ou tablet para poder  trabalhar confortavelmente a partir de qualquer lugar onde seja possível trabalhar sem distrações. Por exemplo, a cloud permite aos colaboradores o acesso seguro a documentos a partir de uma localização externa, e as ferramentas colaborativas e de comunicação permitem o trabalho em grupo, mesmo entre membros que se encontrem em diferentes países.

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