A criatividade, integração de pessoas de culturas diferentes e tecnologia são prioridades para os gestores portugueses. Quem o diz é a consultora QSP através do “Convergence – The Survey”.

O estudo elaborado pela consultora QSP (entre 31 de janeiro e 18 de fevereiro desde ano), a 232 gestores de empresas instaladas em Portugal, revela que 72% das empresas não sentem resistência à mudança e consideram ter uma elevada capacidade de adaptação. E, destes, 67% considera que as empresas estão em condições de competir a nível global.

Estas são duas das conclusões do “Convergence – The Survey” que indica também que a criatividade na gestão, a integração de recursos humanos de diferentes culturas e a inovação tecnológica são as principais preocupações dos gestores inquiridos. Aliás, a convergência entre a criatividade e o pragmatismo da gestão foi a prioridade mais referida pelos líderes (93%), seguida da integração de diferentes culturas nas equipas (78%).

A pesquisa da QSP revela também que 57% das empresas que integraram este estudo têm colaboradores de diferentes nacionalidades; que 43% reúne no local de trabalho pessoas de várias etnias ou raças; que, em pelo menos 40% dos casos, as equipas têm elementos de diferentes orientações sexuais; e que 34% integra colaboradores portadores de deficiência.

O “Convergence – The Survey” destaca, contudo, a existência de diferenças assinaláveis entre grandes empresas e pequenas e médias empresas (PME). Para 70% das empresas mais pequenas (menos de 49 trabalhadores) é difícil integrar recursos humanos culturalmente muito diferentes. Já nas grandes empresas, 80% dos inquiridos consideram que esta dificuldade não existe.

Por um lado, a convergência entre o marketing e a tecnologia é outro dos fatores citados (76%), por outro o estudo constatou que os avanços tecnológicos estão a preocupar os líderes das empresas em Portugal. Ou seja, ao mesmo tempo que a tecnologia é a prioridade mais referenciada em termos de investimento, o ritmo a que a inovação acontece assusta os gestores pela dificuldade em acompanhar o ritmo. 60% dos inquiridos procuram implementar novas tecnologias, 57% reconhece que não o consegue fazer rapidamente, e 55% admite dificuldades na adoção de tantas novidades tecnológicas em simultâneo.

O estudo constata ainda que quase 70% das empresas utilizam pelo menos um meio online para chegar aos clientes, seja através das redes sociais, de loja online própria ou de um marketplace. Ainda assim, a força de vendas com equipas de comerciais é o mecanismo mais utilizado para as marcas chegarem ao mercado (62%).

As questões relacionadas com a recolha, analise e armazenamento (cloud) de dados foram igualmente contempladas nesta análise. E neste ponto verifica-se que mais de 90% das empresas consideram muito prioritário investir em software de análise de dados (analytics) e em plataformas de recolha de dados. Mais de 60%  frisa a intenção de investir num armazenamento de informação (cloud) melhor e mais seguro.

As conclusões do estudo indicam ainda que 68% das empresas não estão preocupadas com a globalização de grandes players tecnológicos, como o Facebook, a Amazon ou o Google. Pelo contrário, as empresas de menor dimensão são as que demonstram maior preocupação com esta concorrência.

A Head of Marketing Research da QSP, Sandra Marques de Vasconcelos, lembra que “a transformação digital permite extrair informação poderosíssima, sobretudo se soubermos o que fazer com ela e conseguirmos aprender com ela. As empresas já sabem que não é produtivo investir em comunicação externa e tecnologia, sem conhecer e sem se adaptarem a quem a vai receber.”

O estudo “Convergence – The Survey” vai ser apresentado na 13.ª edição do QSP Summit, marcada para os dias 21 e 22 de março, na Exponor, Porto, uma iniciativa que este ano vai ser dedicada ao tema da convergência nas empresas.

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