Sempre que começam os saldos, surge a tentação de aproveitar as promoções fantásticas de cada estação. Afinal, os descontos são perfeitos para comprar aquelas peças que anda a namorar há algum tempo. Aliás, no artigo “Saldos invista mais, consuma menos” já tinha destacado a importância de definir uma estratégia, de modo a evitar fazer compras por impulso.

Porém, na realidade, o seu armário deve ser o seu primeiro destino de compras. Ou seja, comece por avaliar o que já tem, desfazer-se do que não usa e libertar espaço para as novas aquisições. Aposto que já lhe aconteceu encontrar peças que já nem se lembrava que tinha, roupa que não veste há muito tempo, artigos que comprou e não tem como coordenar ou até mesmo peças ainda com etiqueta.

Outro sinal de alarme a considerar é se tem um armário a abarrotar de roupa, mas está sempre a usar as mesmas peças e a pensar que não tem nada para vestir. Sabia que a maior parte das pessoas apenas usa 20 por cento do seu guarda-roupa, durante 80 por cento do seu tempo?

Antes de comprar nos saldos, avalie cinco pontos importantes:

  1. Em que atividades passo mais tempo?

É importante analisar onde despende mais horas e que tipo de compromissos habitualmente tem, de forma a definir as suas necessidades e prioridades. O seu emprego tem um dress code definido? Quantas vezes vai ao ginásio por semana? E a eventos? O que mais gosta de fazer ao fim de semana? Se 60 por cento do seu tempo é dedicado ao trabalho, então esta é a percentagem de roupa adequada que deve ter no seu roupeiro.

  1. Visto todas estas peças? Porque razão deixei de as usar?

Se tem roupa que já não lhe serve há algum tempo, passou de moda, está demasiado larga ou não se enquadra em nenhuma situação do seu quotidiano, então talvez seja altura de se desfazer dela. Aproveite para fazer uma limpeza e doar as peças a quem mais necessita. O seu armário agradece, já que vai ganhar mais espaço, e os outros também.

  1. Está de acordo com o meu atual estilo de vida e profissão?

Se trocou de emprego ou de cidade/país, teve filhos, iniciou atividades físicas e de lazer ou simplesmente mudou de vida, é natural que as suas necessidades também sejam diferentes. Se ainda tem roupa que deixou de usar, por não se enquadrar no seu estilo de vida atual, então está na altura de renovar o seu guarda-roupa. Desde modo, quando for às compras, questione-se: em que contexto vou usar esta peça? É indicada para a vida que tenho?

  1. Combina com as restantes peças que tenho ou existem outras iguais no armário?

Quantas vezes viu um artigo que adorou, mas, quando chegou a casa, verificou que não tinha como conjugá-lo com os restantes. Muito provavelmente vai ter de comprar mais peças ou então nem sequer vai usar este artigo. Além disso, se já tem cinco calças ou três blusas da mesma cor, então talvez não precise de mais roupa igual. É importante fazer escolhas inteligentes e saber rentabilizar o seu guarda-roupa.

  1. Esta roupa faz sentir-me bem e confiante?

Peças apertadas que limitam os movimentos, roupas que destacam partes do corpo, deixando-o(a) inseguro(a) ou que tem de estar constantemente a ajustar durante o dia e sapatos que magoam os pés, estas são situações muito frequentes. Todas as pessoas são diferentes e, como tal, têm necessidades, objetivos, caraterísticas físicas e estilos de vida distintos. Escolha peças com as quais se sinta confortável e confiante, pois não deve sacrificar o seu bem-estar a favor da imagem. Aliás, tal como afirmou o designer Yves Saint Laurent: “Ao longo dos anos, aprendi que o mais importante num vestido é a mulher que o veste.”

Se pretender mais informações sobre este tema, veja o livro “Imagem Profissional, Guia de Estilo” com dicas de como pode construir e rentabilizar o seu guarda-roupa.

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Sobre o autor

Rita Carvalho

Rita Carvalho é consultora de Comunicação e Imagem. Autora do livro “Imagem Profissional, Guia de Estilo”, é licenciada em Relações Públicas, tem uma pós-graduação em Comunicação e Gestão Das Organizações, e o curso de Imagem Pessoal e Profissional da Blossom... Ler Mais