O despertador marca sete da manhã e começa o aviso de que chegou a hora de saltar da cama para ir trabalhar. A vontade é nula e a motivação que o faz mexer já lá vai há alguns meses. Tem que reagir para não se deixar vencer pela desmotivação que o prejudica no emprego.

Quando começou a trabalhar no seu emprego, a motivação estava a altas rotações. A ideia de aprender coisas novas e de conhecer pessoas e ambientes diferentes era excitante e agradável. No entanto, ao fim de alguns meses, anos ou décadas, a rotina instalou-se e já nem consegue levantar-se da cama só de pensar no que vai fazer.

A desmotivação no emprego é normal e surge com frequência. Muitas vezes o problema nem é o trabalho que desempenha, mas o que o rodeia. Divergência de opiniões sucessivas, intrigas e conflitos com colegas ou patrões, injustiças face ao seu trabalho, excesso de controlo, mudanças permanentes. Os fatores são variados, mas a atitude correta não é alimentar, mas sim atacar o problema de frente.

A Forbes enumera algumas dicas para lidar com a desmotivação e evitar o adiamento das suas tarefas.

1. Tenha uma lista das tarefas que o fazem procrastinar
Em vez de parar o que está a fazer para ir ao Facebook ou  ir atrás de referências na Wikipedia de um filme, por exemplo, tenha um bloco de notas na sua mesa. Todas as vezes que pensar em fazer uma pesquisa, anote no bloco. Depois de ter trabalhado durante 30 ou 60 minutos, procure as tarefas listados sem culpa.

Outras pessoas costumam procrastinar durante a leitura. Se é uma delas, aplicações como o Pocket ou o Instapaper são úteis, pois pode salvar artigos no seu computador ou telemóvel para ler depois das horas de trabalho.

2. Organize o seu dia na véspera
As pessoas superprodutivas preparam o seu dia de trabalho na véspera. Por mais que não tenha controlo sobre o dia todo e seja obrigado a responder aos pedidos de outras pessoas, reserve algum tempo para trabalhar nos seus principais projetos. Não tenha medo de cancelar compromissos que sugam a sua energia para que possa realizar atividades que irão agregar mais valor.

Stephen Covey, autor do livro “Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”, escreveu: “Se não começar pelas maiores partes, as outras não caberão depois”.

Pode, por exemplo, reservar o horário das 9h00 às 10h00 para trabalhar num relatório importante em vez de responder emails. Outra boa ideia é reservar 15 minutos entre reuniões para conseguir reorganizar-se.

3. Evite exagerar no perfeccionismo
Ser produtivo é finalizar algo que iniciou, enquanto perfeccionismo é um vício que o impedirá de terminar qualquer tarefa. Em “The War of Art”, o autor Steven Pressfield afirma: “O aspeto mais fatal da procrastinação é que ela pode se tornar num hábito. Não atrasamos as nossas vidas apenas hoje, mas até o fim das nossas vidas”.

No entanto, isso não significa entregar trabalhos mal feitos ou abandonar projetos incompletos. Ao contrário: quando um deles for “bom o suficiente”, peça feedbacks aos seus colegas, chefes ou clientes. Mais tarde, poderá melhorá-los.

4. Gira os seus níveis de energia
Quase todos se sentem esgotados, lentos e sem motivação em alguns momentos durante a semana, como à segunda-feira de manhã. A forma mais rápida para contornar essas sensações é aumentar os seus níveis de energia.

O escritor norte-americano Anthony Robbins diz: “Quanto maior for o seu nível de energia, mais eficiente será o seu corpo. Quanto mais eficiente for o seu corpo, melhor irá se sentir e mais usará o seu talento para produzir excelentes resultados”.

Para aumentar os seus níveis de energia, realize exercícios antes de começar a trabalhar: corra, pedale ou nade. Um melhor controlo dessa energia também pode ser feito ao mudar o seu estado físico. Tome, por exemplo, um banho gelado durante 60 segundos ou reduza gradualmente a sua dependência de açúcar ou cafeína.

5. Tenha impulsos de 15 minutos
“Finalmente escrevi este artigo. Prometi que trabalharia nele durante apenas 15 minutos e, depois desse tempo, senti-me mais confiante para trabalhar durante uma hora inteira”, afirmou Bryan Collins que colabora com a Forbes.

Collins descobriu que este tipo de impulsos o ajudam a entender o que está por trás de um projeto e isso é suficiente para terminar qualquer tarefa.

 

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