A inteligência artificial é um tema quente para as administrações das empresas, mas ainda está longe do nível operacional, segundo o estudo “Inteligência Artificial na Europa”, encomendado pela Microsoft à consultora Ernst & Young e divulgado esta manhã.

O estudo procurou perceber como as empresas gerem as suas atividades de inteligência artificial (IA) e como lidam com os desafios e oportunidades futuras, assim como os planos de investimento. Foram inquiridos 277 líderes de empresas – 22 das quais portuguesas –  em sete setores e 15 países europeus, e os resultados mostram que o nível de maturidade da tecnologia é ainda reduzido.

Segundo os dados, 77% das empresas consideram que a IA é um tópico importante no nível de direção executiva. Este número é significativamente superior do que junto dos restantes colaboradores, onde a IA é considerada um tópico importante em apenas 14% das empresas, refere o estudo divulgado pela Microsoft.

Junto das empresas portuguesas, a vasta maioria (68%) dos membros do Conselho de Administração considera a Inteligência Artificial como um tema muito relevante para o seu board – um número significativamente superior à média europeia (38%).

Em termos de impacto, as respostas dos portugueses apontam para uma expetativa elevada relacionada com a optimização de operações e na relação com os clientes, mas também na capacitação dos colaboradores, libertando-os de tarefas monótonas e repetitivas.

Já a nível europeu, 57% das empresas esperam que a IA tenha um impacto alto ou muito alto em áreas de negócios que são “totalmente desconhecidas para a organização hoje”. De notar ainda que 65% esperam que a IA tenha um impacto alto ou muito alto no negócio principal.

De acordo com o estudo, 50% das organizações em Portugal esperam ter um grande impacto em áreas de negócio core e 45% esperam impacto em novas áreas de negócio. O consenso sugere que a vasta maioria das empresas antecipa grandes transformações no negócio como resultado da aplicação de soluções de IA.

Em Portugal, apesar de ser notório que as organizações estão ativamente a procurar explorar soluções com IA, 45% das empresas ainda não iniciaram pilotos com IA, enquanto na Europa essa percentagem está abaixo dos 30%.

Mesmo assim só 4% dizem que a inteligência artificial já está a contribuir ativamente para muitos processos na empresa. 28% dos inquiridos estão no estágio “moderado” e 51% na fase de planeamento ou desenvolvimento inicial de projetos-piloto.

 

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