Esta é uma das conclusões do novo Barómetro de Tendências Globais da Vodafone, que lançou uma nova unidade de negócio dedicada exclusivamente aos clientes empresariais.

A Vodafone apresentou ontem os resultados do Barómetro de Tendências Globais para 2019, onde são identificadas as questões, desafios e oportunidades prioritárias que as empresas vão encontrar no próximo ano. A partir deste estudo nasceu a Vodafone Business, uma nova unidade de negócio da multinacional britânica que se foca inteiramente nos clientes empresariais.

Na base do novo barómetro estão a confiança, ética, inteligência artificial e foco nos clientes – o que, segundo a operadora móvel, são quatro prioridades fundamentais para os negócios em 2019. O estudo contou com as opiniões de empresários, futurologistas, analistas de mercado e consultores.

Num mundo cada vez mais digital, é exigida cada vez mais confiança
No panorama atual de incerteza que domina no mundo digital, a confiança é cada vez mais valorizada pelos clientes, que estão mais atentos ao valor dos seus dados pessoais e esperam que as empresas consigam dar resposta aos desafios que enfrentam. Neste campo, algumas das conclusões do estudo incluem:

-70% dos inquiridos sentem-se ameaçados pelos riscos cibernéticos;
-63% dos entrevistados admitiram ter deixado de usar serviços digitais devido a questões de segurança;
-55% dos empresários abordados pelo estudo assumem que manter a confiança dos clientes é uma preocupação.

Equilíbrio na relação humanos-máquinas
O mundo do trabalho está em constante mudança. Com a entrada da inteligência artificial estas alterações vão ser cada vez mais acentuadas. No entanto, o barómetro da Vodafone conclui que os líderes acreditam na criação de um ambiente empresarial próspero, onde existe um equilíbrio saudável entre os humanos e as máquinas. E se no ano passado este tipo de tecnologias eram mal vistas pelo mundo do trabalho pelo medo da inteligência artificial roubar postos de trabalho, a opinião tem vindo a mudar substancialmente nos últimos meses.

-86% dos inquiridos afirmam que a inteligência artificial vai gerar novos empregos;
-83% dos entrevistados pensam que as profissões serão mais produtivas;
-85% da amostra concorda que os seres humanos terão de trabalhar com sistemas de inteligência artificial.

Ética na base do sucesso das empresas
O aumento da competitividade faz com que as empresas procurem novas formas de diferenciação. Agir de forma ética e em respeito pela sociedade é crítico para o estabelecimento de relações de confiança entre as empresas e os seus colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros.

-93% dos empresários sentem pressão dos clientes para agirem de forma ética;
-92% das empresas têm essa expetativa em relação aos fornecedores;
-83% dos inquiridos acredita que agir de forma ética acaba por gerar mais receita para as empresas.

As pessoas como elemento central dos negócios
Num mercado cada vez mais dominado pela tecnologia, as pessoas, especialmente os clientes, vão ter cada vez mais um papel prioritário. A cooperação entre as várias hierarquias é também um dado fulcral para a transformação e crescimento dos negócios.

-93% dos líderes empresariais acreditam que os clientes têm expetativas cada vez maiores;
-85% da amostra concorda que as necessidades dos clientes estão a mudar rapidamente;
-95% dos inquiridos admitem que é vital ajudar os colaboradores a serem mais produtivos;
-69% dos entrevistados consideram que as competências digitais serão as mais relevantes nos próximos 3 a 5 anos.

Paula Carioca, administradora da Vodafone para o segmento empresarial, conclui em comunicado que “o foco no cliente e a necessidade de colocar as pessoas no centro do negócio é uma das tendências com as quais nos identificamos mais e que incluímos na conceção da nova marca, Vodafone Business. Queremos ser o parceiro de excelência das empresas nacionais, impulsionando o seu processo de transformação digital, através da disponibilização de soluções de última geração e de um serviço cada vez mais personalizado”.

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