Amit Karp, investidor de capital de risco israelita, fez três previsões sobre o ecossistema de start-ups para 2018.

As previsões de um investidor de capital de risco podem ser importantes para quem se encontra inserido no ecossistema de start-ups. As ideias de Amit Karp para 2018 baseiam-se na mudança da realidade em que a moeda virtual bitcoin está inserida, nos investimentos em start-ups e na inovação do ecossistema fora de Silicon Valley.

Bitcoin – a “bolha” vai rebentar

Karp não acredita no potencial das moedas virtuais. Como tal, o investidor israelita acredita que, mais tarde ou mais cedo, o mercado vai-se aperceber da inutilidade deste tipo de criptomoeda.

Tendo sido um dos temas mais falados em 2017, para Karp o bitcoin não passa de uma moeda utilizada para fins ilegais e que ainda não está a ser comercialmente aceite – algo que o investidor prevê que não venha a acontecer futuramente.

Segundo a perceção de Karp, as pessoas que atualmente compram bitcoins estão simplesmente a especular, acreditando que as moedas virtuais são a nova forma de ficar rico facilmente.

A ideia do investidor é que, eventualmente, o preço destas moedas virtuais vai acabar por estagnar e as pessoas vão ficar “presas” com uma moeda que não tem qualquer tipo de valor no mercado.

Mais dinheiro para as start-ups

Nos últimos anos, empresas como a Uber, WeWork ou a Magic Leap receberam investimentos multimilionários de fundos de capital de risco. No epicentro de todo o financiamento está o Vision Fund do Softbank, o fundo de capital de risco de uma das maiores entidades tecnológicas e financeiras japonesa, que conta com mais de 80 mil milhões de euros para investir.

Segundo Karp o poder monetário da multinacional nipónica faz com que os outros fundos tentem – também eles – alavancar os valores que têm disponíveis para investir, de forma a que possam competir com a gigante japonesa.

A possibilidade apontada pelo investidor é que esta realidade vai continuar em 2018, o que poderá trazer novas oportunidades para os investidores que apostam em start-ups que se encontram em fases embrionárias e também para os empreendedores. No entanto, Karp especula sobre a possibilidade desta realidade colocar a fasquia demasiado alta para alguns players do mercado, acrescentando que só daqui a alguns anos é que vamos poder ver quais foram os resultados desta tendência.

Inovação fora de Silicon Valley

Há muito que se fala na necessidade de inovar fora de Silicon Valley. Apesar de não ser um tema novo, Karp acredita que esta tendência vai crescer ainda mais em 2018.

A crescente propensão para a criação de hubs, incubadoras e entidades de apoio ao empreendedorismo pelo mundo, o mesmo acesso à informação por parte dos empreendedores e o talento que já se pode encontrar fora dos Estados Unidos são alguns pontos que, segundo Karp, vão ajudar a descentralizar ainda mais o “ninho” inovador da zona californiana.

Leia o texto publicado por Amit Karp que serviu de fonte para este artigo.

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